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Aumentam receios de crise financeira
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Os mercados financeiros europeus abriram todos dramaticamente em baixa.
Os operadores queixam-se que os seus governos falharam em dar uma resposta coerente à crise financeira global. Os principais índices em França, no Reino Unido e na Alemanha caíram mais de cinco por cento. Também na Ásia, as acções caíram. A japonesa Nikkei registou o valor mais baixo em mais de quatro anos. Em Hong Kong, a Hang Seng caiu 5%. Igualmente na Rússia os mercados registaram quedas, e em valores que rondam os 15%.
As quedas registaram-se na primeira sessão após a aprovação do plano de George Bush para salvar o mercado financeiro. Analistas dizem que o pacote americano falhou em produzir impacto imediato. “Não houve consequência real nos mercados de crédito e por causa disso, e ainda que seja prematuro, há uma natural conclusão de que as medidas não vão funcionar”, disse Matt Buckland da CMC Markets. Europa Entre receios de que a crise internacional do crédito tenha entrado numa nova fase, os ministros europeus das Finanças reúniam-se hoje para discutir a situação. As desvalorizações nos mercados financeiros europeus ocorrem no meio de um quadro confuso, com alguns governos a prometerem trabalhar em conjunto mas depois a anunciarem acções unilaterais. O exemplo mais dramático é a súbita decisão da Alemanha de garantir todos os depósitos nos bancos privados. Uma decisão que poderá custar aos contribuintes mais de quinhentos mil milhões de dólares. Outros países poderão sofrer pressões para fazer o mesmo de forma a impedir o fluxo transfronteiriço de somas significativas para o que é visto como bancos alemães mais seguros.
A decisão alemã de garantir todos os depósitos dos bancos privados pôs a nu mais diferenças no seio da Europa sobre qual a melhor maneira de lidar com a instabilidade actual. Razões ideológicas "Este tipo de situação poderia ter sido antecipado há muito tempo”, admitiu Elisa Ferreira, euro-deputada portuguesa que integra o Comité Europeu de Assuntos Monetários e Económicos. “Agora estamos a resolver num contexto muito crítico problemas que devíamos ter encarado antes.” Elisa Ferreira acrescentou que “foi por razões ideológicas que deixámos que todas estas práticas continuassem até atingirem a situação actual." O analista económico da BBC, Robert Peston, não hesitou em atribuir culpas: “São os problemas dos bancos europeus e a resposta confusa das autoridades que é preciso culpar”. Petróleo Entretanto, os preços do petróleo registaram o seu valor mais baixo em oito meses, a menos de noventa dólares o barril. Analistas dizem que o declínio reflecte preocupações de que a crise financeira nos Estados Unidos e na Europa possa levar a um abrandamento económico global, e a uma queda na procura do petróleo bruto. |
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