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PM santomense faz balanço dos seus primeiros 100 dias
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Rafael Branco reconheceu que ficou aquém das promessas contidas no programa do seu governo no que concerne à segurança alimentar,
infra-estruturas, turismo e energia.
O primeiro-ministro santomense, que fazia o balanço dos seus primeiros 100 dias de governação, apontou as "inúmeras dificuldades encontradas" como as principais causas que o levaram a perder demasiado tempo a "arrumar a casa". "Nós constatamos que nas três áreas prioritárias que elegemos não era só uma questão de não haver recursos. Não havia, nos Ministérios, nem políticas, nem programas nem projectos," afirmou. Ainda assim, o chefe do executivo santomense manifestou-se optimista e disse acreditar que até ao fim do ano o cenário será outro, com o arranque de muitas obras.
De acordo com Rafael Branco, tratar-se-ão de obras públicas, como a estrada que liga a zona de Vila Maria a Cova Barro. Também vão arrancar, segundo ele, as obras nas estradas entre Capela e Trindade e entre Água Moreira e Diogo Simão. O balanço dos primeiros 100 dias de governação, feito pelo chefe do executivo santomense, conheceu já algumas reacções. "Enganar as pessoas" Em conferência de imprensa esta quinta-feira, o líder da ADI, Acção Democrática Independente, Patrice Trovoada, o primeiro-ministro está a enganar as pessoas.
Trovoada, que foi substituido por Rafael Branco a seguir ao colapso do seu governo de coligação, diz o primeiro-ministro tem as contas mal feitas. "Um governo que pretende levar a cabo uma série de realizações, como estradas, pagamento de salários e indemnização aos pescadores, este governo está a trabalhar na base de um orçamento de 2008 - que é um orçamento do meu antigo governo. É preciso não enganar as pessoas”, advertiu o secretário-geral da ADI. Quem também deitou um olhar aos 100 dias de governação de Rafael Branco foi o analista político António Quintas Aguiar. Em entrevista à BBC, ele considerou que 100 dias era muito pouco tempo para o governo dar provas do seu desempenho. "Não estou a ver nestes 100 dias que o governo tenha feito o essencial e o necessário para o país," disse. Houve igualmente reacções dos líderes da União Nacional para o Desenvolvimento e Progresso e da Confederação Nacional Democrática. Paixão Lima e Hamilton Vaz desvalorizaram o desempenho do executivo chefiado pelo líder do MLSTP-PSD com os apoios do PCD e do MDFM-PL. |
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