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Cabo Verde vai cobrar taxa de iluminação pública
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As autoridades caboverdianas decidiram pôr cobro ao roubo de energia, sobretudo na cidade da Praia. Trata-se de uma prática
que está a falir a empresa de electricidade e água, a Electra.
Esta é uma das medidas que acaba de ser anunciada pela ministra da Economia, Fátima Fialho, numa altura em que a Electra dá sinais de novo colapso. Sem dinheiro para comprar combustível para os seus geradores, o governo decidiu ir em socorro da Electra, injectando-lhe cerca de nove milhões de euros para fazer face a mais esta crise de tesouraria. Para além disso, o governo decidiu também meter mãos em duas medidas nada populares e que vão contra certos hábitos arreigados há dezenas de anos no arquipélago.
Um deles é o roubo de energia nas redes da Electra por populares, e o outro prende-se com a iluminação pública que aquela empresa, sendo embora obrigada a prestar, não sabe todavia a quem apresentar a factura - se ao governo ou se às câmaras municipais. Taxa de iluminação Para resolver o problema da iluminação pública, o governo decidiu criar uma taxa a ser paga pelos contribuintes. Para a ministra da Economia, Fátima Fialho, quem deve pagar a factura é quem mais beneficia com a iluminação pública - ou seja, a população. E para aqueles que ainda alimentam alguma dúvida quanto aos méritos dessa taxa, Fátima Fialho deixou um aviso. "O que é certo é que temos que resolver este problema de alguma forma. Não é que seja a via mais fácil, mas temos que resolver o problema. E essa foi a solução encontrada." Se dúvidas existem quanto à eficiência da taxa de iluminação pública, o cepticismo é maior no que concerne ao combate ao roubo de energia. Arnaldo da Luz, antigo quadro da Electra, diz que esta é uma causa quase perdida diante da dimensão que o fenómeno já adquiriu no principal centro urbano do país, a cidade da Praia. "Eu desmantelava redes [clandestinas] de manhã e à tarde as pessoas já tinham reposto a rede. Mas podemos dar [ao governo] o benefício da dúvida desde que tenha mão de ferro, seja duro e tome medidas drásticas para combater as ligações clandestinas." |
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