14 Setembro, 2008 - Publicado em 23:59 GMT
O caso registou-se há pouco mais de oito dias mas a sua história só foi conhecida no último fim-de-semana e revelada pelo director do gabinete técnico da Comissão Eleitoral Nacional.
De acordo com Joaquim Leite, os assaltantes as instalações deste órgão eleitoral roubaram materiais que podem vir a comprometer as próximas eleições previstas para 2010.
"Os gatunos levaram um servidor, a unidade central dos computadores, mas o fundamental para nós é a perda do servidor e da unidade central que podem vir a comprometer as próximas eleições", disse Joaquim Leite.
Com os dados dos últimos recenseamentos eleitorais feitos em São Tomé agora em mãos alheias, este responsável do Gabinete Técnico Eleitoral admite que o assalto só pode ser de natureza politica.
"Certamente devem ter mãos atrás, com algum intenção política”, é a convicção do director técnico da Comissão Eleitoral Nacional.
Interesse político
Numa primeira reacção ao desaparecimento da base de dados dos recenseamentos eleitorais, o líder da força política da oposição, PPP, Partido do Progresso Popular considera que a democracia santomense foi abalada.
Francisco Silva garantiu que não pretende escudar-se por detrás disso, mas diz "…isso leva-nos a pensar que há partidos políticos aqui no nosso país com mas pretensões."
Este assalto às instalações da Comissão Eleitoral Nacional mereceu também um comentário do analista político santomense Óscar Baia.
Para ele não se está perante uma acção isolada, deve haver algum interesse por parte de grupos "… e quando falo de interesses de grupos deverá alguma força política com interesse, portanto, de fazer desaparecer esses dados e criar realmente perturbações ao nível, digamos, daquilo que vão ser as próximas organizações eleitorais.
Este caso está a ser investigado pela Polícia de Investigação Criminal santomense, a PIC.