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Última actualização: 26 Setembro, 2008 - Publicado em 03:53 GMT
 
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Crise financeira ofusca campanha presidencial
 
Reunião de crise na Casa Branca
Bush e Obama durante a reunião de quinta-feira na Casa Branca
Enquanto os políticos em Washington continuavam à procura de um acordo sobre um pacote de salvamento da instituições financeiras em crise o Presidente George Bush realizava uma reunião sem precedentes na Casa Branca, em que juntou os dois homens candidatos à sua substituição.

O democrata Barack Obama e o seu adversário republicano John McCain interromperam as suas campanhas para participarem na reunião na Casa Branca em que também estiveram representantes de alto nível do Congresso e do Tesouro.

O presidente Bush está a exortar os Democratas e os Republicanos a aprovaram a legislação, para evitar que os Estados Unidos resvalem para uma crise económica, mas os dois campos têm dúvidas.

Até agora as conversações em Washington não conseguiram os resultados pretendidos pelo presidente.

Manobras complexas

Poucos americanos compreendem as complexas manobras em Wall Street que, segundo lhes foi dito, puseram o sistema financeiro do seu país à beira do colapso, mas as imagens desta reunião extraordinária na Casa Branca transmitem um sentido de emergência nacional mais claramente do que quaisquer palavras.

Ladeado por Barack Obama e John McCain, os dois candidatos à sua sucessão, o presidente George Bush sublinhou a necessidade de uma resposta que ultrapasse as fronteiras dos partidos políticos.

George Bush disse que a América está a passar por uma grave crise económica e que se não for aprovada o mais rapidamente possível a legislação proposta pela sua administração, a situação vai piorar.

O Senador John McCain disse que havia um acordo relativamente a alguns princípios.
Barack Obama e John McCain
Os dois candidatos suspenderam as respectivas campanhas

Preocupações

McCain disse que os congressistas tinham preocupações legítimas em face da enorme quantia que está a ser solicitada aos contribuintes. O senador republicano manifestou-se optimista quanto à obtenção de um acordo.

Por sua vez, o senador Barack Obama disse que tinham sido feitos progressos em alguns pontos chave, incluindo a protecção dos contribuintes e a restrição de pagamentos a executivos das firmas resgatadas.

Ele acrescentou que este é um momento de acção.

"Obviamente - disse Obama - é muito frustrante para os democratas que tendo vista a má-gestão que se tem verificados nos últimos anos, terem que intervir e fazer alguma coisa, mas essa é a razão pela qual muitos de nós sentem que este não é o momento de nos preocuparmos com como chegamos a esta situação, mas é o momento de agir. Mas obviamente se não houver entendimento entre a Casa Brancae o seu próprio partido, então vai ser difícil um acordo."

O Senador Obama manifestou também o seu optimismo quanto ao resultado das conversações.

Entretanto, o primeiro debate televisivo da campanha presidencial está previsto para esta sexta-feira, e John McCain continua a dizer que não participara a menos que haja um acordo em Washington sobre o pacote financeiro, o que demonstra como a crise financeira ofuscou a campanha presidencial.

 
 
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