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Detido ex-ministro do Interior de Moçambique
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Em Moçambique multiplicam-se as reacções à detenção preventiva do ex-Ministro do Interior, Almerino Manhenje em conexão com
o alegado desvio há alguns anos de cerca de oito milhões de dólares dos cofres do Estado.
Enquanto em muitos círculos a medida é vista como uma nova página no combate à corrupção, há entretanto quem se questione sobre a pertinência da mesma. Uma medida que foi esta terça-feira formalizada pela Procuradoria da República, após o silêncio oficial que se seguiu à prisão daquele que muitos chegaram a designar de superministro. Reacções Não é para menos. Almerino Manhenje esteve à frente do pelouro do Interior durante perto de 10 anos, parte dos quais marcados também por responsabildiades acrescidas como Ministro na Presidência para a Defesa e Segurança e Chefe da Casa Militar que vela pela segurança do chefe de estado.
O Chefe de estado que na altura era Joaquim Chissano reagiu desta forma à detenção do seu antigo ministro em declarações à Televisão de Moçambique: “Para saber se era necessário ser detido ou não depende das instâncias apropriados. Porque sabemos que há casos que parecem ser graves mas que são tratados com as pessoas em liberdade, como foi com Jacob Zumba e as acusações sobre ele eram pesadas." "Se era necessário ou não é um assunto que não posso realizar na minha cabeça. Eu sei que o ex-Ministro já foram que algum inquirido sobre estas acusações ele sempre cooperou. ” 'Tubarões' A BBC ouviu a propósito também da detenção do ex-Ministro do Interior o agora aposentado político e jurista Simeão Cuambe.
"Para mim como jurista esta uma decisão normalíssima num estado de direito, numa democracia. Agora há os prazos de detenção preventiva que numa primeira fase são de 48 horas.” Para além do ex-Ministro do Interior foram também detidos em conexão com as investigações ao alegado desvio de perto de nove milhões de dólares, funcionários que na altura estiveram ligados ao sector das finanças daquela instituição do estado, entre outros. |
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