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Última actualização: 17 Setembro, 2008 - Publicado em 17:24 GMT
 
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Procuradoria contra absolvição de Zuma
 
Apoiantes de Zuma
ANC criticou o procurador que quer reinstaurar processo contra Zuma
O Ministério Público sul-africano diz que vai apelar contra a sentença da semana passada que anulou as acusações de corrupção contra o líder do partido governante, ANC, Jacob Zuma.

Na sexta-feira, um tribunal ordenou que as 16 acusações contra Zuma fossem abandonadas dizendo que havia indícios de interferência política no processo judicial. Zuma é o candidato do ANC às eleições presidenciais do próximo ano.

Cronografia de Zuma
Junho 2005: Demitido como vice-presidente
Outubro 2005: Acusado de corrupção
Dezembro 2005: Acusado de violação sexual
Abril 2006: Ilibado das acusações de violação
Setembro 2006: Caso de corrupção abortado
Dezembro 2007: Eleito presidente do ANC; re-cacusado de corrupção pouco depois
Setembro 2008: Juís decide levantar acusações
2009: Eleições

O Congresso Nacional Africano criticou já fortemente o Procurador sul-africano por ter decidido pedir recurso contra a decisão do tribunal.

O ANC disse que o pedido de recurso contra o veredicto era cínico, mal intencionado e derivado de orgulho pessoal do procurador.

Processo

Um comunicado da Procuradoria Geral da República da África do Sul dizia que a decisão de sexta-feira tinha sido estudada cuidadosamente.

O seu apelo incluirá dois pontos: primeiro, que não havia obrigação legal de o Ministério Público consultar Zuma antes de o voltar a acusar; e que discorda das conclusões dos juízes sobre a forma como o Ministério Público conduz o seu trabalho.

Na sexta-feira, o juiz Chris Nicholson, na sua sentença, disse acreditar que devia haver algum fundo de verdade nas acusações de interferência política no processo judicial contra Zuma, levando à sua ilibação.

Pela segunda vez as acusações de corrupção contra Zuma, relacionadas com um controverso negócio de armamentos, foram anuladas, antes das provas serem ouvidas em tribunal.

 Em face dos contornos do caso contra Zuma, que têm sido apontados pelo Ministério Público, não há nenhuma razão para que a procuradoria não o processe
 
Helen Zillie, líder da oposição

Os apoiantes de Zuma esperavam que a sentença marcasse o fim dos seus inúmeros problemas legais, abrindo caminho para que seja o próximo presidente da África do Sul.

Entretanto, a líder da oposição na África do Sul, Helen Zillie, tinha declarado ontem que osseu partido estava a pensar entrar com o processo contra Jacob Zuma, se o Ministério Público se recusasse a avançar.

Zillie disse que seria um erro judicial se o líder do ANC se livrasse das acusações devido a uma questão ténica.

"Em face dos contornos do caso contra Zuma, que têm sido apontados pelo Ministério Público, não há nenhuma razão para que a procuradoria não o processe e, como o Juiz Nicholson fez notar, o Ministério Público tem todo o direito de o fazer e de facto, tem não só o direito, tem também a obrigação de o fazer. Seria um erro judicial se Zuma fosse ilibado com base numa questão técnica legal."

 
 
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