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Mugabe e Tsvangirai prontos para partilhar o poder
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No Zimbabué decorre hoje a assinatura do acordo que deverá por termo ao actual impasse político pós-eleições e que ajude a
solucionar a crise económica que o país atravessa.
O acordo que deverá conter as assinaturas do Presidente e líder da Zanu-PF, Robert Mugabe e do líder Movimento para a Mudança Democrática, Morgan Tsvangirai surge depois de sete semanas de intensas negociações. São esperadas informações mais detalhadas durante apresentação e assinatura formal do acordo esta manhã. Mas apesar de se conhecerem poucos detalhes sobre as concessões de Robert Mugabe e da Zanu-PF, algumas informações dão conta de que o presidente retém o controlo do exército e continuará a presidir ás reuniões do membros do governo. Tsvangirai por seu lado assumirá as funções de primeiro ministro, encabeçando a presidência do Conselho de Ministros. Coabitação Para o analista sul-africano Claude Kabemba, do Centro de Recursos da África Austral, é óbvio quem vai ter a última palavra a dizer:
"Acho que é sabido que o Conselho de Ministros irá discutir, fazer recomendações e submetê-las ao governo onde Robert Mugabe vai ter a última palavra a dizer." O analista prevê ainda dificuldades na tomada de decisões uma vez que os dois líderes, Mugabe e Tsvangirai se irão sentar à mesa das duas estruturas: Governo e Conselho de Ministros. Segundo os termos do acordo a Zanu terá 15 ministros na nova estrutura governativa, deixando 16 lugares para o MDC. Mais importante é o controlo que Mugabe continuará a exercer sobre o exército, enquanto que Tsvangirai terá a seu cargo a polícia. Polícia e exército O analista Claude Kabemba coloca ainda algumas questões: "com Tsvangirai responsável polícia ele vai poder defender a população em caso de novo impasse. O exército continua a detêr muita influência mas mais importante do que os dois é quem é que vai ser responsável pelos serviços de inteligência", questionou. O acordo continua a ser descrito como frágil, não se registando para já nem expressões de regojizo por parte da oposição, nem protestos de apoiantes pró-Mugabe. Por agora reina um optimismo silencioso nas ruas do Zimbabué. A cerimónia de assinatura do acordo está marcada para às 10 horas locais, 0800 TMG. |
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