|
Mugabe e Tsvangirai chegam a acordo
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No Zimbabué o líder da oposição, Morgan Tsvangirai e o presidente Robert Mugabe alcançaram um acordo de partilha de poder
após sete semanas de intensas - e duras - negociações.
O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, o mediador das negociações, disse numa conferência de imprensa em Harare que os pormenores do acordo seriam divulgados na cerimónia da sua assinatura, na próxima segunda-feira. O Governo e o MDC de Tsvangirai já tinham decidido que este último seria primeiro-ministro e Mugabe presidente mas não tinham até agora chegado a um consenso quanto aos respectivos poderes executivos. Pensa-se que o acordo contempla a criação de um Conselho de Ministros presidido por Mugabe como um órgão separado do Governo, chefiado por Tsvangirai. O que não está, no entanto, ainda claro é qual dos órgãos terá, na prática, mais poder. Objectivos Na conferência de imprensa dada ontem à noite em Harare, o presidente Mbeki fez questão de salientar que o acordo finalmente alcançado entre Mugabe e Tsvangirai não foi imposto pelo exterior e que, por isso, estava destinado a ser bem sucedido.
"Este acordo partiu dos zimbabueanos e acho que vai ser inevitavelmente um sucesso porque foi alcançado no Zimbabué e pertence ao povo zimbabueano”, salientou. Mbeki, que intensificou a sua mediação nos últimos quatro dias em Harare, especificou ainda os objectivos estabelecidos para a cerimónia, na segunda-feira, da assinatura do novo acordo. "Os líderes do Zimbabué vão também pronunciar-se sobre a constituição e a composição do governo que ficar acordado. Nos próximos dias, deverão discutir a formação desse governo inclusivo. Um anúncio sobre essas matérias está também previsto para segunda-feira”, declarou. Pobreza As notícias do acordo entre Mugabe e Tsvangirai foram saudadas pelo representante especial da ONU no Zimbabué, Hailé Mankerios que o considerou "um caminho que todos os lados poderão seguir".
O Ministério britânico dos Negócios Estrangeiros disse que ia continuar a seguir com interesse a situação no Zimbabué. A ONG de combate à pobreza, CAFOD, salientou que progressos para mitigar a crise alimentar do país, não ocorreriam até que a economia do Zimbabué recuperasse. O director humanitário da CAFOD, Matthew Carter, disse que ainda era muito difícil distribuir mantimentos. As Nações Unidas prevêem que, até ao início do próximo ano, quase cinco milhões de zimbabueanos vão necessitar de auxílio
alimentar. |
LINKS LOCAIS
Conversações decisivas no Zimbabue11 Setembro, 2008 | Notícias
MDC ignora ultimato de Mugabe04 Setembro, 2008 | Notícias
Zimbabué controla ajuda humanitária02 Setembro, 2008 | Notícias
Negociações no Zimbabué sem acordo01 Setembro, 2008 | Notícias
Candidato do MDC eleito presidente parlamentar25 Agosto, 2008 | Notícias
Mbeki nega assinatura de acordo 13 Agosto, 2008 | Notícias
Conversações 'inconclusivas' diz Mugabe11 Agosto, 2008 | Notícias
Zimbabueanos iniciam conversações24 Julho, 2008 | Notícias
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||