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Experiência "Big Bang" arrancou
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Cientistas do CERN, Laboratório Europeu de Física de Partículas, conseguiram com sucesso pôr a circular o Primeiro Feixe de
partículas sub-atómicas no maior acelerador de partículas até agora construído.
Este desenvolvimento significa que o Grande Acelerador de Hadrões, também conhecido como "A Máquina", está agora preparado para uma série de experiências que os investigadores esperam contribuam para ampliar as fronteiras da Ciência. A contagem regressiva para pôr o processo em marcha foi feita, esta manhã, pelo director do projecto, Lyn Evans. Os criadores do Grande Acelerador de Hadrões, cuja construção custou nove mil milhões de dólares, esperaram trinta anos por este momento. Menor do que um cabelo humano
Depois de um arranque lento os cientistas do CERN conseguiram pôr a circular um feixe de protões à volta do vinte e sete quilómetros do túnel em que está instalado o Colisionador. Este feixe é do tamanho de um cabelo humano e para o fazer circular são necessários milhares de magnetos muito poderosos, arrefecidos a menos duzentos e setenta e um graus centígrados. Eventualmente este feixe circulará quase há velocidade da luz. Em breve,a equipa introduzirá um segundo feixe que circulará na direcção oposta. Daqui a algumas semanas, os dois feixes serão forçados a colidir em vários pontos de detecção à volta do túnel. Isto vai gerar temperaturas muitas vezes superiores à temperatura solar, mas concentradas num espaço milhões de vezes mais pequeno do que uma partícula de poeira. As partículas sub-atómicas resultantes desse choque serão analisadas em grande detalhe por investigadores em todo o mundo. Experiência segura Eles acreditam que nos dados recolhidos estará a prova que explicará alguns dos mistérios do universo, dos elementos que entram na constituição da matéria,e de como o universo se mantém coeso. Respondendo aos críticos preocupados com a possibilidade da experiência poder ameaçar a existência da Terra, o Dr. David Evans, um físico especialista de partículas, insiste em que a experiência é segura. "Há de longe partículas muito mais poderosas que voam e frequentemente atingem a Terra, isto desde que ela foi criada, e até agora a Terra ainda não foi destruída". "Portanto, não estamos a fazer nada que não esteja a ocorrer na natureza, tudo o que estamos a fazer é a realizar estas colisões de uma forma controlada para as podermos estudar", afirmou Dr. David Evans, físico de partículas. Resumindo, espera-se que esta experiência resulte na criação de partículas que existiam momentos antes do Big Bang que levou
à criação do Universo. |
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