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Ministros africanos procuram melhor saúde ambiental
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Ministros do ambiente e da saúde de África estão reunidos numa conferência na capital do Gabão, Libreville. O encontro é organizado
pela Organização Mundial de Saúde e pelo programa ambiental das Nações Unidas.
Para estas organizações os governos africanos podem e devem tomar mais atenção a problemas de saúde básicos, nomeadamente assegurnado que as suas populações vivam num ambiente saudável e em condições. Estão representados neste encontro todos os países africanos. Participam dele mais de 80 ministros da saúde e do ambiente, juntamente com dezenas de peritos. O nível de participação é, para a ministra do ambiente nigeriana, sinal da vontade dos líderes africanos em agir em matéria de saúde ambiental: "Entre as consequências que podem advir caso não se aja já conta-se o aumento da mortalidade humana e das doenças, que é uma situação que não desejamos e como tal há que agir contra o fraco desenvolvimento económico", disse a ministra. "A poluição, sobre-exploração de recursos e degradação do nosso ecossistema são ameaças constantes e estamos satisfeitos que tenham lugar conferências como esta", explicou a ministra Halima Tayo Alao, da Nigéria.
Os números mostram que cerca de metade da população africana continua a não ter acesso a água potável e que dezenas de milhares morrem todos os anos vítimas de doenças respiratórias associadas à poluição atmosférica, agircultores morrem através da ingestão de pesticidas e crianças continuam a sofrer de danos cerebrais através do envenenamento por chumbo. Mudanças climáticas Mas como explica Maria Neira, directora de saúde pública da OMS, as mudanças climáticas ameaçam agravar ainda mais o cenário actual: "Os três maiores causas de morte são a desinteria, infecções respiratórias e a malária. Cada vez que a temperatura média sobre um grau os casos de desinteria nos hospitais, por exemplo, aumentam em cerca de 8 por cento apenas num dia. O mesmo se passa com a malária". Os ministros reunidos no Gabão prometem trabalhar mais perto das comunidades por forma a educá-las quanto aos riscos de saúde ambiental. Há quem pergunte se esta conferência vai ajudar a fazer a diferença. Uma participante do Congo ofereceu uma respota: "a minha avó, no campo, saber que não deve beber água perto da casa dela, sabe que cozinhar com combustíveis domésticos poluentes é mau para os seus pulmões". "O problema é que ela não tem outra opção", rematou. A reunião encerra hoje capital gabonesa. |
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