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Última actualização: 27 Agosto, 2008 - Publicado em 14:01 GMT
 
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Britânicos querem coligação anti-Rússia
 
David Miliband
Na sequência do reconhecimento por Moscovo da Abecásia e a Ossétia do Sul, a viagem tem um simbolismo acrescido
Um dia depois da decisão da Rússia de reconhecer a independência de duas regiões da Geórgia, a Abecásia e a Ossétia do Sul, os aliados ocidentais da Georgia voltaram a advertir a Rússia a não regressar à guerra fria.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, descreveu a decisãod e Moscovo como uma tentativa inaceitável de alterar fronteiras. E a Alemanha juntou-se à França na exigência da implementação total de um cessar-fogo entre a Rússia e a Geórgia.

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, David Miliband, deslocou-se hoje à Ucrânia para conversações com o presidente do país, o seu primeiro-ministro e outros representantes de alto nível.

O seu objectivo, segundo anunciou, é "garantir a mais vasta coligação contra a agressão russa na Geórgia".

Segundo o correspondente diplomático da BBC, Jonathan Marcus, a viagem de David Miliband foi programada antes da decisão da Rússia de reconhecer a independência de duas regiões separatistas na Geórgia.

Mas sempre pretendeu ser uma manifestação de solidariedade para com as autoridades ucranainas. Agora, na sequência do reconhecimento por Moscovo da Abecásia e a Ossétia do Sul, a viagem tem um simbolismo acrescido.

Adesão à NATO
Condoleeza Rice e Viktor Yuschenko
O presidente Yuschenko está numa posição semelhante à do seu homólogo georgiano

O ocidente considera que o presidente Viktor Yuschenko da Ucrãnia está numa posição semelhante ao do seu homólogo georgiano. Na verdade, o campo pró-ocidental na Ucrânia anseia por seguir o caminho da adesão à NATO.

A Ucrânia já está em desacordo com a Rússia relativamente a arranjos concernentes à frota russa do Mar Negro que está baseada em território ucraniano na Crimeia.

O papel tutelar da Rússia relativamente a partidos políticos locais transformou a Crimeia num potencial ponto de confrontação política.

E o facto de cerca de 17 por cento da população ser russa também é factor que contribui para o ambiente de tensão.

Ucrânia dividida

Não há dúvida que a Rússia procura influenciar os desenvolvimentos na Ucrânia; assim como o fazem, à sua maneira, os governos ocidentais.

A Ucrânia é de muitas formas uma sociedade dividida, com incertezas sobre se se vira para o leste ou para o ocidente.

Ao qualificar a sua viagem como jornada de criação de "uma coligação contra a agressão russa", o chefe da diplomacia britânica, David Miliband, causou alguns incómodos, inclusivamente entre os opositores da Rússia na Ucrânia.

Este é um terreno politicamente muito minado. Toda a gente está bem ciente de que se a crise for mal conduzida o rastilho georgiano poderá provocar uma explosão ucraniana.

 
 
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27 Agosto, 2008 | Notícias
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