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Democratas começam congresso
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Primeiro as senhoras: foi Michelle Obama, a mulher de Barack Obama, a figura de destaque do primeiro dia do encontro democrata
na cidade norte-americana de Denver.
Michelle Obama falou sobre um dos temas que conhece melhor: Barack Obama - o marido, mais do que o político. Portanto, o encontro democrata começou com uma história de amor. "Venho aqui como uma mulher que ama o meu marido e que acredita que ele será um presidente extraordinário", disse Michelle Obama no palco de Denver. Dar aos delegados democratas e consequentemente, ao público americano, um retrato de Barack Obama - o homem e um homem de família - é um dos objectivos do congresso democrata.
Os Clinton Amanhã, o dia também pertence às senhoras, com a grande senhora das eleições primárias, Hillary Clinton. Ontem, a senadora deu um cheirinho do que pode ser esperado no discurso de amanhã: "Não somos um partido de alinhados, somos muito diversos, com muitas vozes, mas não se deixem enganar: estamos unidos", afirmou Hillary Clinton. "E estamos unidos por trás de Barack Obama." Quarta-feira é a vez do marido de Hillary Clinton, o ex-presidente americano Bill Clinton. Ambos os discursos do casal Clinton vão ser essenciais para passar a mensagem de unidade do partido democrata e para aumentar o apoio a Barack Obama. Barack Obama precisa de todo o apoio. O candidato republicano John McCain recuperou nas sondagens e a opinião pública está dividida entre McCain e Obama.
Sonho Foi no congresso democrata de 1992 que Bill Clinton, com o seu discurso de aceitação, conquistou os americanos. Foi no congresso democrata há quatro anos que Barack Obama fez um discurso que ia mudar a sua história e a história dos Estados Unidos. Em 2008, Barack Obama, com a sua habitual irreverência, não vai aceitar a nomeação democrata no centro de congresso, mas num estádio. 80 mil pessoas vão ouvir o primeiro afro-americano a poder sonhar com a Casa Branca. O discurso é quinta-feira, no último dia do congresso democrata, e - um detalhe para quem acreditar em sinais ou simplesmente na magia da história - precisamente 45 anos depois de Marthin Luther King ter subido a um palco e ter dito "Eu tenho um sonho" - "I have a dream..." |
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