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Oxfam avisa para desastre humanitário
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A Oxfam fez um pedido de socorro: são precisos quatro milhões de dólares rapidamente para ajudar até 13 milhões de pessoas
em Africa, avisa a organização humanitária.
Se doadores não acudirem ao pedido de emergência, a região oriental de África pode viver uma verdadeira catástrofe. A Oxfam descreveu um cenário em que uma combinação tóxica de seca, pobreza, conflito, e mais recentemente, aumento do preço da comida, contribuiu para um número crescente de africanos que não vão sobreviver sem ajuda internacional. Etiópia Só na Etiópia, mais de quatro milhões de pessoas precisam de um fundo de emergência para poder enfrentar as consequências do aumento de preços dos alimentos.
Há etíopes a recorrer a medidas desesperadas como comer rações para animais para sobreviver, contou a correspondente da BBC no norte da Etiópia. Também os animais - camelos, cabras, burros, que eram sustento das populações - estão a morrer. Para viajar na região de Afar, é preciso percorrer estradas com animais mortos. Somália Na Somália, a situação também é crítica. Recentemente, a intervenção da etiópia na Somália para derrotar grupos islâmicos, contribuiu para o agravamento da crise. Bruno Jochum, dos Médicos Sem Fronteiras, explica: "Todas as partes do conflito são hoje responsáveis pelo destino da população da Somália", explicou Bruno Jochum, dos Médicos Sem Fronteiras. "É um facto que no último ano e meio ficaram mais 600 ou 700 mil pessoas deslocadas e só nos últimos três meses, os pedidos para o nosso programa nutricional multiplicou-se cinco ou seis vezes", acrescentou Jochum.
A Oxfam estima que mais de dois milhões de pessoas na Somália - o que representa 35% da população -, precisem de ajuda imediata. Quénia Os números são assustadores também no norte do Quénia, na região de Turkana, onde 25% das crianças sofrem de má nutrição severa. A Oxfam não foi a única organização a fazer um aviso. Ainda terça-feira, o programa de ajuda alimentar da ONU chamou a atenção para o Corno de África, onde mais de 14 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar para fazer frente à crise provocada pela seca e o aumento de preços dos alimentos e do combustível. O risco de fome e de pobreza absoluta é enorme, está à vista, e, pede a Oxfam, é preciso fazer alguma coisa já. |
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