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'Não fomos salvos pelo FMI mas por nós próprios'
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O ministro angolano das Finanças, José Pedro de Morais foi nomeado "Ministro das Finanças" do ano em África pela revista,
The Banker, do grupo britânico, Financial Times.
A revista, que descreveu José Pedro de Morais como um "poderoso tecnocrata", teve como critérios de selecção o combate à corrupção e à evasão fiscal, a consolidação bancária e a aplicação de metodologias correctas. Os economistas, advogados e agentes financeiros da revista consideraram Pedro de Morais, que detém a pasta das Finanças angolanas desde 2002, um dos responsáveis pelo "renascimento económico" de Angola que, cinco anos após a guerra, é um dos países que mais cresce no mundo.
Em entrevista à BBC, José Pedro de Morais considerou a distinção da revista económica britânica “reconfortante para todos os membros da equipa económica do governo na medida em que reconhece os esforços do país desde a obtenção da paz e lhe dá uma visibilidade que, se calhar, até aqui não tinha.” Reformas Relativamente ao papel do FMI na reconstrução económica angolana, José Pedro de Morais salientou que “nós passámos por uma crise mas não fomos salvos pelo FMI; fomos salvos por nós próprios.” Segundo a revista, “The Banker” Pedro de Morais pode ser caracterizado “acima de tudo” pelas reformas introduzidas e a cultura da transparência, com destaque para a área dos petróleos e os dividendos do sector num processo em que o próprio FMI expressa “admiração, quase incredulidade” pelos feitos conseguidos.
Vários factores contribuíram para o progresso económico angolano. “A cessação da guerra permitiu que todo o potencial de forças produtivas no país pudesse desabrochar e os preços internacionais do petróleo bruto permitiram um combate sustentável à inflação e a estabilização da moeda nacional, o kwanza”, destacou Pedro de Morais. Quanto ao fito de Angola desenvolver uma economia não-petrolífera, “o principal esforço que o governo angolano está a fazer neste momento”, Pedro de Morais avançou que “parte do crescimento que se verifica é fruto de um pesado investimento público em matéria de infra-estruturas e da criação de novos activos produtivos. “Estamos a usar o dinheiro do petróleo para investir massivamente na criação de uma economia sustentável”, assegurou. |
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