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Última actualização: 08 Julho, 2008 - Publicado em 01:38 GMT
 
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São Tomé e Nigéria voltam a procurar petróleo
 

 
 
Plataforma petrolífera
Há anos que os santomenses e os nigerianos procuram petróleo
São Tomé e Príncipe poderá ficar a saber com toda a certeza em 2009 se existe ou não crude em quantidades comercializáveis na sua Zona Exclusiva de Exploração de Petróleo.

Jorge Santos, o presidente da Autoridade de Exploração Conjunta de Petróleo entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria, fez esta declaração à BBC à margem dos trabalhos da 16ª reunião ministerial entre os dois países, que decorre até esta terça-feira na capital santomense.

Segundo ele, como em 2009 se está a prever que sejam feitos cerca de quatro furos, isso irá fornecer dados conclusivos sobre as potencialidades da zona.

"Só depois destes quatro furos estaremos em condições de dizer se temos ou não petróleo em condições comerciais," assegurou.

Jorge Santos referiu-se também ao impasse que ainda prevalece com a empresa petrolífera norte-americana, ERHC.

Segundo ele, trata-se de um dos assuntos sobre a mesa da reunião ministerial com os parceiros nigerianos.

Decisões

O presidente da Autoridade de Exploração Conjunta de Petróleo entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria sublinhou que é preciso tomar uma decisão sobre isto e proceder à assinatura de novos contratos de partilha de produção.

"Temos também a questão da comissão para a segurança na zona, tendo em conta o início dos furos. E por isso é preciso garantir-se a segurança das empresas que vão proceder aos furos nos diversos blocos", disse Jorge Santos.

Para ele, é preciso garantir-se que as empresas petrolíferas façam o seu trabalho em condições de segurança.

Nesta reunião de São Tomé, pela parte santomense os trabalhos estão a ser conduzidos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Carlos Tiny, e pela parte nigeriana, pelo número dois da sua diplomacia, Bagudu Hirse.

Na segunda-feira, na sessão inaugural, Bagudu Hirse referiu "a burocracia pesada e a instabilidade política permanente" em São Tomé e Príncipe como as principais causas da lentidão de todo o processo de exploração do petróleo entre os dois países.

 
 
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