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Última actualização: 23 Junho, 2008 - Publicado em 16:08 GMT
 
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Rafael Branco é o novo PM de São Tomé
 

 
 
Rafael Branco
Rafael Branco, é o 13º primeiro Ministro de São Tomé e Píncipe
Joaquim Rafael Branco, presidente do MLSTP-PSD, o segundo partido mais votado nas eleições de há dois anos tomou posse como o novo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, pondo fim a uma crise política de mais de um mês.

O novo governo é composto por 13 ministérios e pela primeira vez na história de governação em São Tomé e Príncipe a pasta da defesa nacional está nas mãos de uma mulher, Elsa de Barros Pinto, das hostes do MLSTP-PSD.

No seu discurso de tomada de posse o novo primeiro-ministro e chefe do 13º governo constitucional de São Tomé não prometeu resolver de imediato todos os problemas do país mas sim trabalhar sem olhar para o relógio.

“Não sou um homem de promessas, não vou resolver amanhã todos os problemas do nosso país” reconheceu Rafael Branco.

“…serei dialogante sempre que necessário, firme e determinado sempre e quando as circunstancias o exigirem” prometeu o recém-empossado chefe do executivo santomense.

Rafael Branco aproveitou para apelar especialmente à comunidade internacional para um apoio urgente de que o país necessita.

 Não sou um homem de promessas, não vou resolver amanhã todos os problemas do nosso país
 
Rafael Branco, novo PM de São Tomé e Príncipe

Falando na cerimónia, o presidente santomense, Fradique de Menezes, afirmou que um novo governo tem que significar para o arquipélago e a nação um ressuscitar de esperanças e o enterrar dos machados de guerra políticos.

Fradique de Menezes nomeou oito primeiros-ministros em sete anos da sua presidência.

Fim da crise?

O surgimento do novo governo, que põe fim a uma crise que durou mais de um mês mereceu um comentário do analista santomense Óscar Baía, o qual se mostrou um pouco céptico em relação ao seu figurino.

Num comentário feito à BBCparaAfrica, Óscar Baía não acredita numa possível coabitação entre as três forças politicas com assento parlamentar que integram o elenco chefiado por Rafael Branco.

Para Óscar Baia não se está perante um governo desejável pelo facto de se contar com uma mistura que depois vai ter dificuldades na coabitação e numa linha programática para a governação.

“Temos portanto dois partidos que fizeram parte de uma coligação vencedora das eleições, temos a segunda força mais votada nas últimas legislativas, formando portanto um governo de três partidos com uma distribuição quase equitativa das pastas, o que vai ser difícil”, antevê o analista politico santomense.

A cerimónia de posse do décimo terceiro constitucional ficou marcada pela ausência do ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, secretário-geral da ADI, Acção Democrática Independente, o único dos quatro partidos com assento parlamentar e que ficou de fora do executivo de Rafael Branco.

 
 
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