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Eleições antecipadas em São Tomé e Príncipe?
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O presidente de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, convocou para esta quinta-feira o seu órgão de consulta, o Conselho
de Estado, para tentar desbloquear o impasse criado há um mês com a queda do governo de Patrice Trovoada.
A convocação surge após Rafael Branco, líder do MLSTP-PSD, o partido convidado pelo chefe de Estado para formar governo, ter ontem dito em conferência de imprensa não estar disponível para formar um executivo com base nas posições dos partidos MDFM e ADI. A opção de um governo de consenso liderado por Rafael Branco era encarada como a principal saída para crise política do país. Ao que tudo indica, porém, o presidente Fradique de Menezes não tem resistido a fortes pressões do próprio partido do qual é fundador, o MDFM-PL e da ADI liderado pelo primeiro-ministro demissionário, Patrice Trovoada. Uma situação que tem estado a protelar a saída do decreto presidencial para nomear o novo primeiro-ministro e o seu elenco. Pressões Quem se mostrou também cansado de inúmeras pressões foi o presidente do partido chamado para formar governo, Rafael Branco, que na conferência de imprensa de quarta-feira, garantiu não estar disponível para formar qualquer governo.
“Eu estava disponível para chefiar um governo mas um governo por mim concebido, um governo de que tinha uma visão, que tinha escolhido e para o qual tinha falado com cada um dos ministros que iriam para o meu governo; para isso eu estava disponível “ salientou o primeiro-ministro indigitado. Perante a actual situação e à luz das preocupações do presidente da República para a constituição de um governo de base mais alargada, Rafael Branco rejeitou a chefia de qualquer executivo. Em entrevista aos nossos serviços, o analista político santomense, Óscar Baía, considerou que o presidente Fradique de Menezes “é o principal responsável pelo arrastar da crise. Último recurso Baía explicou que, “pelo desenrolar das coisas, o presidente ainda não conseguiu colocar os interesses de São Tomé e Príncipe acima de todos os outros, portanto, acima dos interesses dos partidos políticos ou seja, um presidente de todos os santomenses ao invés de um presidente do MDFM.
“A pressão com certeza falou mais alto e o senhor presidente da República viu-se de mãos atadas e portanto cabe-lhe recorrer ao último recurso que a constituição lhe permite” concluiu. De acordo com a Constituição, o último recurso é a convocação do Conselho de Estado que poderá recomendar a Fradique de Menezes a dissolução do parlamento e convocar eleições antecipadas no prazo de três meses. A BBC apurou que este órgão consultivo do chefe do estado se reúne esta quinta-feira no palácio presidencial. |
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