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Atlas mostra nova face de África
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Com fotografias tiradas por satélites exibidas em 400 páginas, o atlas fornece uma narrativa visual da transformação da paisagem
africana.
"A ideia do livro é apresentar uma mensagem visual realmente poderosa de como o mundo está a mudar", explicou Monika MacDevette, do Programa Ambiental da ONU. "As imagens de satélite cobrem um período de tempo de 35 anos, portanto podemos olhar para trás, através das imagens de satélite, e ver o aspecto do mundo há 35 anos e ver como está agora, e usar isto como uma maneira de enviar a mensagem do impacto que temos no ambiente."
No Congo, os corredores verdes da floresta tropical foram substituídos por corredores de asfalto. No Sudão, a fuga da população, a seca, e o conflito do Darfur, esbateram o verde. Em Dakar, para acomodar dois milhões e meio de pessoas, a cidade roubou espaço ao campo.
Paisagem que desaparece É esta a história contada pelas imagens publicadas no novo atlas das nações unidas. Uma história de desenvolvimento económico, de conflitos armados, de mudanças climáticas, e de como todos estes factores têm tido um impacto tremendo na natureza. Há 35 anos atrás, África era mais verde. Agora, menos, com a deflorestação a avançar a um ritmo de quatro milhões de hectares por ano. No Uganda, os glaciares estão a derreter. No Mali, um lago já deixou de existir. É uma paisagem que desaparece. Mas outra aparece de seguida. O atlas prova também que, com politicas adequadas, é possível transformar positivamente a paisagem. É o caso da Nigéria, que, onde um dia se tinham cortado árvores, se voltou a plantar, aumentando dez a vinte vezes a população de árvores. Marion Cheatle, também do Programa Ambiental das Nações Unidas, diz que África, apesar de só produzir 4% do dióxido de carbono do mundo, é um dos continentes que mais sofre com as mudanças climáticas globais. "Estão a pagar por estas mudanças", disse Marion Cheatle. "O que, se pensarmos bem, é muito injusto."
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