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Última actualização: 06 Maio, 2008 - Publicado em 12:14 GMT
 
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A melhor tecnologia no combate à desflorestação
 
Desflorestação na Amazónia
Imagem de satélite à volta da foz do rio Amazonas no norte do Brasil
O Brasil tem o sistema de tecnologia de satélite mais avançado do mundo para detectar ou medir a área de desflorestação.

Usa dois sistemas de software, Prodes e Deter, ambos geridos pelo Instituto Nacional de Investigação Espacial, INPE.

Os funcionários podem ver nos seus computadores imagens de grande resolução de pequenas secções da Amazónia baseadas numa série de polígonos.

Eles dizem que podem detectar instantaneamente as árvores derrubadas e enviar equipas ao terreno para proceder a detenções.

Imagens rigorosas

Os dois sistema são:

1) Prodes significa Programa para Calcular a Desflorestação na Amazónia. Produz as imagens mais rigorosas para o cálculo dos índices anuais de perda da floresta.

Tem como ponto de referência dados recolhidos em Agosto, na estação seca quando as fotografias são mais claras.

O seu grau de precisão é tal que pode detectar áreas de desflorestação superiores a 6,5 hectares, o equivalente a oito estádios de futebol.

2) Deter significa Detecção de Desflorestação em Tempo real.

Sistema de alerta

Actua como um sistema de alerta durante todo o ano.

De 15 em 15 dias, envia um relatório ao IBAMA, a agência de protecção ambiental do Brasil, detalhando as áreas de desflorestação que detectou.

Pode detectar uma área de desflorestação superior a 25 hectares, ou 30 campos de futebol.

Por exemplo, o Deter detectou uma área de desflorestação de 3235 Km2 nos últimos cinco meses de 2007.

Monitor de satélite
Os sistemas Prodes e Deter podem detectar áreas de desflorestação superiores a 30 campos de futebol

Como se calcula que o Deter possa detectar entre 40 a 60 por cento do que o Prodes pode capturar, os investigadores duplicaram os dados do Deter para chegar a mais de 7000 km2.

Os dois sistemas baseiam-se muito em imagens fornecidas pelo sensor Moids, a bordo do satélite Landsat 5 da NASA, e do sensor WFI, a bordo do CBERS-2 (o Satélite de Recursos da Terra Brasil-China).

Obstáculos

Eles podem cobrir uma área de 5 milhões de km2, mais do que a área total da região Amazónica do Brasil.

O Landsat atravessa a Amazónia todos os 16 dias, o CBERS todos os 26 dias.

Há algumas limitações nos sistemas. Um é o nível de camadas de nuvens que podem impedir a detecção.

Um outro é saber exactamente quando é que a desflorestação ocorre devido ao atraso na recepção das imagens.

Mas o principal obstáculo são os recursos disponíveis para acompanhar a informação que o sistema fornece.

Constrangimentos

Em toda a região Amazónica há cerca de 640 inspectores e outros funcionários, e apenas quatro helicópteros.

Satélite da NASA Landsat-5
Satélite Landsat-5 da NASA

Segundo a revista brasileira "Veja", tanto em 2005 como em 2006, o orçamento do IBAMA para continuar as operações contra a desflorestação acaba em Agosto, o mês em que há mais perdas florestais.

Em 2007, o projecto apenas continuou depois de Agosto porque os trabalhadores do IBAMA entiveram em greve durante 65 anos.

Frequentemente, quando um alerta é accionado, é muito difícil descobrir quem exactamente no terreno é responsável pela desflorestação, em parte porque é dificil estabecler a quem pertence cada parcela de terra.

 
 
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