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Última actualização: 29 Abril, 2008 - Publicado em 13:10 GMT
 
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Salsinha rende-se em Timor Leste
 
Timor, Entrega das Armas
Rebeldes entregam armas ao governo timorense
O grupo rebelde que em Fevereiro tentou assassinar o presidente de Timor Leste, José Ramos Horta, rendeu-se entregando as suas armas ao governo de Dili.

O tenente Gastão Salsinha entregou-se no Palácio do Governo de Timor Leste juntamente com 11 homens que terminam assim o processo de rendição do homem mais procurado no país.

A entrega das armas foi feita na Presença do Presidente José Ramos-Horta, que ficou gravemente ferido no duplo ataque de 11 de Fevereiro do qual o primeiro-ministro Xanana Gusmão saiu ileso.

O vice-primeiro-ministro, José Luís Guterres, que também esteve presente na sessão descreveu a entrega das armas como um momento histórico para o jovem país.

Fim da Rebelião

"Oficialmente a rebelião terminou e agora o que temos que fazer é levá-los à justiça. É um momento histórico para o país e para o povo de Timor Leste.

E nós acreditamos que a partir de agora começará o desenvolvimento de Timor e o povo terá um futuro melhor, em paz, harmonia e estabilidade", afirmou o vice-primeiro-ministro de Timor Leste, José Luís Guterres.

 É um momento histórico para o país e para o povo de Timor Leste
 
José Luís Guterres

O grupo rebelde, incluindo o homem que tentou assassinar o Presidente, foi ontem perdoado por Ramos-Horta mas os 12 homens enfrentam agora as acusações de rebelião e tentativa de atacar o primeiro-ministro e o Presidente.

Durante a entrega das armas em Dili, o presidente dirigiu-se aos rebeldes perdoando-os pelos ataques.

Rebeldes enfrentarão justiça

"Em frente às câmaras e em frente aos rebeldes ele disse que como pessoa e como cristão, perdoa as pessoas que o tentaram matar".

"Mas como chefe de Estado e como cidadão do país, apela a que os rebeldes enfrentem a justiça e aceitem o julgamento que lhes seja imposto", descreveu José Luís Guterres, vice-primeiro-ministro do país.

Os rebeldes estavam em fuga desde os violentos protestos de 2006 quando 30 pessoas foram mortas. Na altura, os rebeldes protestavam contra o despedimento de mais de 600 membros do exército.

Gastão Salsinha tomou a liderança do grupo apenas este ano, sucedendo a Alfredo Reinado que foi morto durante o ataque de Fevereiro.

 
 
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