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Última actualização: 18 Abril, 2008 - Publicado em 16:26 GMT
 
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Indonésia prende três ex-soldados timorenses
 
José Ramos Horta
Horta regressou a Dili depois de 2 meses hospitalizado na Austrália
A Indonésia anunciou a detenção de três homens suspeitos de estarem envolvidos na tentativa de assassinato do Presidente José Ramos Horta, de Timor-Leste.

O Presidente Susilo Bambang Yudhoyono disse que os dois países cooperaram para a captura dos suspeitos.

Mas também manifestou-se surpreendido pela decisão de Ramos Horta de publicitar essa cooperação.

O presidente timorense foi baleado diante da sua residência na capital, a cidade de Dili, por antigos membros das forças de segurança.

O presidente indonésio disse que os três homens foram presos na manhã desta sexta-feira.

Todos eles são antigos membros do exército de Timor-Leste e teriam atravessado ilegalmente a fronteira entre os dois países.

Os três estão agora a ser interrogados pela polícia, enquanto a Indonésia aguarda por um pedido de extradição das autoridades timorenses.

Yudhoyono agastado

O Presidente Yudhoyono disse que Dili pedira especificamente ajuda à Indonésia para a captura dos homens e que ele falara com o seu homólgo timorense sobre a operação.

O Presidente Yudhoyono
Yudhoyono não gostou das revelações de José Ramos Horta

Mas a decisão de Ramos Horta de referir publicamente o conteúdo da sua conversa não caíu bem ao presidente indonésio.

"Estou surpreendido com a declaração, ontem, do Presidente Ramos Horta. Entendo que a conversa telefónica que mantivemos no dia 10 de Abril não era para divulgação pública.

"Havia instruído os meus ministros e chefes de polícia no sentido de não publicarem essa informação. Isso daria à polícia indonésia a oportunidade de prender esses suspeitos."

Na quinta-feira José Ramos Horta disse a jornalistas, em Dili, que se pensava que elementos indonésios estivessem envolvidos no atentado contra a sua vida.

O Presidente Yudhoyono disse que esses elementos não estavam apenas na Indonésia mas também na Austrália e noutros países.

E afirmou que quaisquer declarações que levassem as pessoas a pensar que o próprio estado indonésio estava envolvido criariam problemas às relações bilaterais.

Pelo menos por enquanto, o presidente timorense não fez quaisquer insinuações nesse sentido.

 
 
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