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Primeiras palavras de Ramos Horta desde atentado
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O presidente timorense José Ramos Horta fez as suas primeiras declarações públicas desde que foi vítima de um atentado, na
sua residência em Díli, em Fevereiro passado, e que o deixou em coma durante uma semana.
Ramos Horta agradeceu a todos aqueles que o lhe têm prestado apoio e expressado preocupação pelo seu estado de saúde. Ramos Horta falou para uma televisão australiana a partir do hospital onde está a ser tratado, na cidade de Darwin e agradeceu a todos os que contribuíram para a sua recuperação. Agradecimentos Ramos Horta fez questão de assinalar que não pretendia tornar estas suas primeiras palavras num discurso político e agradeceu aos médicos, à igreja e a todos os cidadãos anónimos pelo apoio que recebeu: "Hoje é a primeira vez que falo publicamente, e apesar de não tencionar fazer nenhum discurso político, nesta semana pascal, gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos os que rezaram por mim, olharam por mim e trataram de mim após a tentativa de assassinato contra a minha pessoa pelo senhor Alfredo Reinado e o Senhor Salsinha há um mês."
Ramos Horta havia sido baleado com gravidade numa emboscada a 11 de Fevereiro, montada pelo grupo liderado pelo Major Reinado, morto durante o ataque pelos guardas presidenciais . Horta foi internado num hospital de Darwin, na Austrália, onde passou uma semana em coma induzido e submetido a cinco intervenções cirúrgicas. Ramos Horta guardou ainda uma palavra de apreço para as autoridades e povo australiano, para os timorenses e todos os que por ele têm rezado bem como a cidadãos anónimos, comunidade internacional e para o paramédico português que foi o primeiro a socorrê-lo após o ataque. Processo político Apesar do Tenente Gastão Salsinha continuar a monte, juntamente com 30 rebeldes, um dos principais aliados de Salsinha e do Major Reinado entregou-se entretanto às autoridades, enquanto que cerca de 600 homens acabaram por descer das montanhas com vista a dialogar. Os mesmos que haviam desertado das forças armadas em 2006. O presidente interino Fernando de Araújo, já fala de possíveis amnistias: "está incrito na constituição, o presidente pode emitir perdões, e julgo que o nosso presidente, Ramos Horta é um homem com um grande coração", disse.
Uma das consequências do atentado de Fevereiro passado foi a decisão das autoridades timorenses de colocarem as Forças Amradas e a Polícia sob um comando único. Algo que o líder do exército diz estar a provar ser um êxito. Filomeno Paixão afirmou à BBC estar convicto do êxito da cooperação entre polícia e forças armadas as PNTL e as FFDT, mas outros dizem que a acalmia de agora pode ajudar a instigar um sentimento falso de segurança. O processo político Timorense segue em breve, logo que o presidente receba alta do hospital, o que deverá durar pelo menos mais uma semana. |
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