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Última actualização: 15 Fevereiro, 2008 - Publicado em 12:41 GMT
 
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Chade declara estado de emergência
 
Destroços
Destroços dos ataques
No Chade já está em vigor o estado de emergência declarado pelo presidente Idriss Deby.

Segundo o presidente, o estado de emergência é necessário para restaurar a ordem na sequência da recente tentativa de golpe de estado na capital.

Num discurso transmitido pelos orgãos de comunicação nacionais, Idriss Deby adiantou que o estado de emergência se manteria durante 15 dias.

Entre as medidas conta-se o recolher obrigatório e controlos sobre a movimentação de veículos.

Oposição
Os rebeldes, que o Chade afirma terem sido apoiados pelos Sudão, retiraram-se da capital, N'Djamena após dois dias de combates tendo-se dirigido para leste, junto à fronteira com o Sudão.

Notícias surgidas entretanto dão conta da localização de um dos três líderes da oposição, desaparecidos durante os combates.

Segundo informações avançadas pela agência francesa de notícias AFP, o antigo presidente Lol Mahamat Choua teria sido localizado.

Esta semana, o governo francês e grupos de defesa dos direitos humanos haviam manifestado preocupação após o desaparecimento dos três líderes durante os combates.

A propósito da declaração do estado de emergência, o presidente Idriss Deby sublinhou que se trata de uma medida importante para, nas suas palavras, manter a ordem, garantir a estabilidade e assegurar o bom funcionamento do estado.

O decreto governamental permite ainda a realização de buscas casa-a-casa assim como o controlo sobre a imprensa pública e privada.

Receios
Segundo a correspondente da BBC Stephanie Hancock, residentes de áreas associadas à oposição na capital afirmam recearem o que poderá acontecer.

Outras informações sugerem que as forças governamentais estariam a efectuar buscas casa a casa maltratando civis devido ao seu alegado envolvimento com os rebeldes.

O presidente Deby acusa o Sudão de ter estado por detrás da tentativa de golpe de estado.

Reacção
Khartoum contudo reagiu negando as alegações e acusando o Chade de apoiar os rebeldes em Darfur.

Após vários atrasos devido a ataques rebeldes, prevê-se que os quatro mil homens que compõem a força da União Europeia cheguem a Darfur no final deste mês.

A França admitiu ainda recentemente que as suas forças haviam transportado armas para o exército do Chade durante os ataques dos rebeldes contra a capital.

Segundo o antigo poder colonial, isto teria sido feito ao abrigo de um acordo de cooperação militar entre os dois países.

 
 
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