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Primeiro-Ministro santomense pede demissão
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O Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe colocou o cargo à disposição do Presidente da República, Fradique de Menezes.
Tomé Vera Cruz não resistiu às fortes pressões políticas dos partidos da oposição santomense. A decisão do chefe do governo surge uma semana depois de ter retirado, em fase de votação, a proposta do Orçamento Geral do Estado em discussão no Parlamento. O pedido de demissão de Tomé Vera Cruz foi confirmado esta quinta-feira durante uma entrevista, em directo, à Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe. Numa primeira reacção, o MLSTP-PSD, a maior forca politica na oposição, pela voz do seu líder, Joaquim Rafael Branco, considerou a atitude de Tomé Vera Cruz de um "gesto patriótico", mas que pecou por tardio.
Segundo o líder dos sociais-democratas, se o Primeiro-Ministro tivesse feito uma remodelação profunda em Novembro, naquela altura teria contado com o apoio parlamentar da Acção Democrática Independente, ADI. Esse partido tinha-se disponibilizado, sem qualquer exigência, a participar no governo. "Se tivéssemos feito isso em Novembro, o país estaria hoje com uma maioria parlamentar sustentável, com um governo que teria o seu orçamento aprovado," precisou Rafael Branco. Fragilidades Para Albertino Bragança, presidente do PCD, partido que integra a coligação e que sustenta o governo sem maioria parlamentar, com esta decisão, "o Primeiro-Ministro quis facilitar a saída da actual crise." Foi a rejeição do Orçamento Geral do Estado pela oposição no Parlamento que marcou a última remodelação - que deixou na altura o governo de certo modo fragilizado. Em resposta ao pedido de demissão do chefe do governo, tudo indica que nas próximas horas o Presidente Fradique de Menezes se possa pronunciar sobre esta nova crise. Entretanto, notícias de bastidores - e que já circulam há algum tempo neste arquipélago - dão como certa a nomeação de Patrice Trovoada para o cargo de Primeiro-Ministro. Patrice Trovoada, o filho do ex-presidente Miguel Trovoada, é o secretário-geral da ADI, um partido da oposição muito próximo do Presidente Fradique de Menezes. Os partidos MDFM e PCD, que formam a coligação vencedora das últimas eleições, e a ADI, estão a desdobrar-se em negociações. Mas a última palavra está reservada ao Presidente da República, a quem competirá nomear o décimo primeiro governo constitucional de São Tomé e Príncipe. |
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