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Mundo 'dividido' sobre liberdade de imprensa
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Uma nova sondagem para o serviço mundial da BBC sugere que a opinião do mundo divide-se no que diz respeito à importância
da liberdade de imprensa.
A pesquisa, conduzida em 14 países, revela que 56% da população pensa que a liberdade de imprensa é vital para uma sociedade livre. Mas 40% é da opinião que a harmonia social e a paz são mais importantes, mesmo que signifique que os media não sejam tão livres para divulgarem as notícias respeitando a verdade dos factos. O maior apoio da liberdade de imprensa teve lugar na América do Norte e na Europa Ocidental. Na Índia, Singapura e Rússia as pessoas colocam a estabilidade em primeiro lugar.
De acordo com o economista internacional e conselheiro das Nações Unidas, Jeffrey Sachs, é necessário que os media traduzam para o público os desafios globais. "Precisamos do jornalismo profissional mais do que nunca, para falar com precisão, perícia, responsabilidade e sensibilidade, dos assuntos que podem ajudar o mundo a evitar o abismo." Sachs acrescenta que o jornalismo com valores e ética elevados é necessário para compreender outras sociedades, a ciência e a tecnologia. Ele diz que todos estes elementos definem riscos e oportunidades globais bem como os caminhos para a cooperação global em vez da guerra generalizada. Verdade ou engano Por sua vez, a professora Onora O'Neil salienta a necessidade de divulgar a verdade dos factos de uma forma precisa e objectiva.
"As organizações poderosas - governos, empresas, media - que são descuidados sobre precisão pordem causar grandes danos." O'Neil diz que o mundo não permite que as companhias façam publicidade enganosa sobre os seus produtos nem que as autoridades públicas inventem dados. No entanto se os aglomerados poderosos que hoje dominam os media globais tivessem liberdade de imprensa incondicional, poderiam ter direito a ser pouco zelosos com a verdade dos factos o que afectaria a democracia. A pesquisa encomendada pela BBC foi realizada pela Globescan e Synovate. Mais de 11 mil pessoas foram entrevistadas para a sondagem que integra uma série de eventos que assinalam os 75 anos do serviço mundial da BBC.
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