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Última actualização: 19 Novembro, 2007 - Publicado em 18:07 GMT
 
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Nympine Chissano morre deixando dúvidas
 

 
 
Carlos Cardoso
A Procuradoria-geral da República moçambicana tinha aberto um processo autónomo sobre a alegada implicação de Nympine Chissano no homicídio do jornalista Carlos Cardoso
O nome do primogénito do antigo presidente moçambicano, Joaquim Chissano, ocupou as manchetes nacionais e internacionais depois de ter sido implicado no assassinato, há perto de sete anos, do proeminente jornalista moçambicano, Carlos Cardoso.

Apesar de ter veementemente rejeitado as alegações proferidas contra si, pairava em conexão com o crime sobre Nympine Chissano um processo autónomo, ainda sem desfecho e instruído pela Procuradoria-geral da República.

De 37 anos de idade, Nympine Chissano já não gozava de boa saúde há algum tempo e era descrito como padecendo de complicações de ordem cardiovascular.

Nympine Chissano
A morte de Nympine Chisano é como "uma verdade que se foi embora"

Nympine perdeu a vida na madrugada de 19 de Novembro na sua residência em Maputo. Detentor de vários interesses empresariais, o filho mais velho do antigo estadista moçambicano, Joaquim Chissano, foi em 2002 acusado por parte dos seis réus julgados e condenados pelo crime de ter sido quem alegadamente teria ordenado o assassinato do jornalista Carlos Cardoso.

As alegações, ecoadas ainda por alguns dos declarantes ouvidos em conexão com o caso e rejeitadas por Nympine Chissano, deram origem a abertura de um processo autónomo paralelo, como recorda o jornalista Luis Nhachote, do Canal de Moçambique.

Empresário

“Foi uma figura que esteve na arena devido à profusão de negócios em que se envolveu e que alimentaram muita polémica, como a prestação de serviços ao Estado moçambicano em que a transparência e os critérios nunca estiveram muito claros.

Figura polémica
 “Foi uma figura que esteve na arena devido à profusão de negócios em que se envolveu e que alimentaram muita polémica, como a prestação de serviços ao Estado moçambicano em que a transparência e os critérios nunca estiveram muito claros.
 
Luis Nhachote, Canal de Moçambique.

"Foi um cidadão que foi parar ao tribunal devido ao assassinato do jornalista Carlos Cardoso na condição de declarante e onde teve uma postura bastante arrogante ao chamar um dos réus de ignorante”, lembrou.

A morte súbita de Nympine Chissano foi também comentada pelo cidadão comum interpelado pela BBC.

“Era uma peça chave no problema ‘Carlos Cardoso’, é uma perda para o processo, uma verdade que se foi embora”, disse uma das pessoas que connosco conversaram.

“Para além do caso Carlos Cardoso, há que se olhar para a parte positiva. Ele era um empresário e acho que empregava muita gente” afirmou um outro entrevistado.

 
 
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