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Espécies naturais protegidas no Tofo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Quest Underseas está empenhada num projecto de defesa do património natural na prais do Tofo, na província moçambicana de Inhambane. Procurando o apoio das populações locais, esta empresa procura fazê-las compreende que é do seu interesse a defesa das espécies animais e vegetais da região. A Quest Underseas está a actuar em diversas regiões do globo, incluindo as Honduras, Fiji, Austrália, Malásia e Egipto, para além de Moçambique. Aqui está presente na região de Inhambane, no Tofo, com o objectivo de proteger os recifes e os animais que os habitam, nomeadamente os tubarões-baleias e as jamantas. Cada vez mais é necessário proteger-se o património natural... e a urgência cresce com as constantes notícias sobre o desaparecimento de espécies e o número cada vez maior de outras em vias de extinção. Educar o turismo Mas, mais importante, a Quest Underseas está a trabalhar com as populações locais fazendo-lhes compreender a importância da conservação do meio ambiente e responsabilizando-as pela sua protecção. O responsável por esta organização, Chris Williams, disse à BBC que estão a trabalhar com a organização moçambicana AMAR.
Estão a ser desenvolvidos projectos para a indústria do mergulho amador para que esta não tenha um impacto negativo no meio ambiente. "O objectivo é trabalhar num código de conduta com as escolas para que se tenha um mergulho sustentável e também ajudar elementos da comunidade local a participarem na actividade do turismo e na conservação das espécies marinhas", disse Chris Williams. Protecção dos tubarões A Quest Underseas está a tentar mostrar aos pescadores locais que é um erro estarem a matar tubarões só para aproveitar as barbatanas. Está no Tofo, permanentemente, um moçambicano a trabalhar no projecto e a manter os contactos com as comunidades locais. Trata-se de Sérgio Mahumane, um instrutor de mergulho que partilha as mesmas preocupações relativamente à protecção das espécies.
Fazem-se pesquisas com algumas espécies marinhas, como o tubarão-baleia e a jamanta e os dados recolhidos são enviados para um banco global, para melhor compreensão das espécies. Pescadores colaboram Nestas pesquisas a Quest procura envolver estudantes de Biologia Marinha de Maputo e estudantes de Turismo de Inhambane. Está-se a trabalhar directamente com os pescadores locais para que melhorem as suas práticas de pescas e deixem de apanhar tubarões e raias. "Isso porque", diz o Sérgio, "eles não sabem a importância destas espécies que, afinal para eles podem valer mais vivas do que mortas." E de facto, o número de turistas e mergulhadores que anualmente se deslocam ao Tofo e a outros pontos da costa para verem os tubarões e as jamantas, é cada vez maior. A indústria do turismo em Moçambique conhece um franco desenvolvimento e, com a colaboração das populações locais, poderá continuar a ser uma importante fonte de receitas para o país. | LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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