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Última actualização: 08 Outubro, 2007 - Publicado em 03:09 GMT
 
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ONU denuncia destruição de cidade em Darfur
 

 
 
Mapa do Sudão
A missão das Nações Unidas no Sudão diz que uma cidade na região de Darfur foi destruída, tendo sido incendiados quase todos os seus edíficios e o seu mercado saqueado.

Um comunicado da ONU indicava que forças governamentais tinham assumido o controlo da cidade, Haskanita, na semana passada, depois de suspeitos rebeldes terem atacado uma base próxima da força da União Africana matando dez soldados de manutenção da paz.

As forças rebeldes acusaram as forças governamentais sudanesas, que segundo eles agiram em aparente retaliação aos ataques contra a base da União Africana.

Num momento em que estão previstas conversações de paz entre o governo e os rebeldes de Darfur, no final deste mês, aumenta a volatilidade na região.

Indignação

É notória a indignação global relativamente à deterioração da situação no Sudão.

Indignação em África, que perdeu dez soldados de manutenção da paz que serviam em Darfur depois de homens armados terem atacado o seu campo.

Indignação nas Nações Unidas que vêem meses de esforços a tentar melhorar as perspectivas das conversações de paz sobre Darfur acolhidas pela Líbia, a serem postos em causa pelas novas atrocidades de ambos os lados.

Primeiro os ataques contra os soldados da força de paz da União Africana, conhecida como UNMIS, e agora contra a cidade vizinha de Haskanita, que foi virtualmente destruída.
Darfur
Cerimónias fúnebres dos soldados da UA mortos pelos rebeldes

Segundo Radiia Achouri, porta-voz da missão da ONU no Sudão "quem quer que tenha sido o autor dos ataques contra a UNMIS, (a missão da União Africana no Sudão) ou o que quer que tenha acontecido em Haskanita - essas pessoas serão responsabilizadas. Como é que isso se vai fazer em termos concretos, é o que terá de ser decidido pelo Conselho para a Paz e Segurança da União Africana e o Conselho de Segurança da ONU."

Silêncio sudanês

Independentemente de quem tenha incendiado Haskanita, a ONU diz que o exército sudanês estava a controlar a cidade na altura.

O porta-voz dos rebeldes de Darfur diz que foi o exército, com o apoio da milícia Janjaweed, que destruiu a cidade, alegadamente matando muitos civis no processo.

Mas não há confirmação disto, e o governo sudanês manteve-se em silêncio.

Os rebeldes por outro lado foram directamente acusados do primeiro ataque há uma semana contra os soldados da missão da União Africana; eles têm rejeitado a acusação. Bahar Idriss Abugaarda, líder de uma facção disse que o seu grupo não participou "em nenhum ataque contra a União Africana em Haskanita. Nós estamos no terreno aqui há anos, e toda a gente nos conhece. Defintivamente, isto não é correcto".

Mas os dedos apontam maioritariamente na direcção de uma facção rebelde rival, uma ala do Movimento de Libertação do Sudão, o SLM.

O problema é que há medida que se aproxima a data para as há muito planeadas conversações, no final deste mês, entre o governo sudanês e os rebeldes, cada vez mais grupos dispersos de rebeldes têm aparecido, tornando todo o processo extremamente difícil, se não impossível de organizar.

A história da tragédia de Darfur, ao que parece, ainda tem mais capítulos pela frente.

 
 
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