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Descoberto o maior planeta do universo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Acaba de ser descoberto o maior planeta extra-solar. Uma equipe internacional de astronomos revelou que o planeta, baptizado de TrES-4 é cerca de 70 por cento maior que Júpiter, o maior planeta do nosso Sistema Solar. O TrES-4 está localizado na constelação de Hércules, a cerca de 1435 anos luz da Terra. Estando apenas a sete milhões de quilómetros da estrela á roda da qual orbita, este planeta é muito quente, com uma temperatura média de cerca de mil e trezentos graus centígrados. O investigador Nuno Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, em Portugal, disse-nos que "hoje são já conhecidos 200 a 250 planetas a orbitar outras estrelas, isto é, outros sistemas planetários ou sistemas solares. Este planeta vem nessa série de descobertas e em particular no contexto da descoberta de vários outros planetas que são maiores, mais inchados, do que aquilo que e esperado." "Nesse aspecto, é um planeta particular e com um interesse particular, pois a explicação para o seu tamanho poderá ter a haver com a forma com ele se formou ou evoluiu, e portanto a compreensão desse fenómeno poder-nos-á ajudar a compreender como e que se formam e evoluem os planetas", disse Nuno Santos. Densidade O novo corpo celeste tem uma massa bem menor do que Júpiter, fazendo com que a sua densidade seja extremamente baixa. Foi descoberto por uma equipe que trabalha no projeto de pesquisa Transatlantic Exoplanet Survey (TrES). "Este planeta tem uma massa que é um bocadinho menor do que a massa de Júpiter: no entanto tem um diâmetro que é 70 por cento maior que Jupiter, e portanto, se tem menos massa e é maior, tem de ter uma densidade menor. É assim um planeta que está inchado, que é pouco denso", explicou o investigador.
Devido à baixa força gravitacional exercida pelo TrES-4 na sua atmosfera superior, é provavel que parte da atmosfera escape, deixando um rasto semelhante a de um cometa. Este planeta foi descoberto atraves do uso de três telecópios, dois nos EUA e um nas Ilhas Canárias. Perguntamos a Nuno Santos como é que foi possivel aos cientistas descobrirem este planeta: Telescópios "Este planeta foi descoberto por intermédio de duas técnicas. Em primeiro lugar a sua existência foi detectada pelo chamado 'método dos trânsitos', em que aquilo que se mede, basicamente, é o brilho da estrela. Quando o planeta passa à frente da estrela, vai bloquear um bocadinho da luz que nos chega da estrela, deixando-a aparentemente um pouco mais fraca. O planeta, ao sair da frente da estrela, faz com que o brilho desta volte a aumentar, e ao medirmos este tipo de fenémeno, a que chamamos de 'trânsito', inferimos que por ali esté a passar qualquer coisa, em frente à estrela". Mas como explicou o cientista, "isto não nos chega, porque esta técnica apesar de nos permitir determinar qual é o raio do planeta ou do objecto que está a passar em frente da estrela, não nos permite determinar a sua massa, e portanto esse objecto poderia ser uma estrela pequena ou um planeta".
Assim, "através de outros métodos, 'dinâmicos', que nos permitem medir a oscilação provocada pelo planeta na órbita da estrela, nós conseguimos determinar qual a massa do planeta. A conjunção destas duas técnicas permitiu-nos, neste caso, determinar qual a massa e raio do planeta". Outra Terra A ideia dos cientistas ao procurarem grandes planetas, ou outros planetas, extrasolares, é normalmente interpretada como uma tentativa de tentar encontrar algo que possua condições que se assemelhem às que se observam no nosso planeta Terra. Contudo, de acordo com Nuno Santos, não parece ser este o caso com o TrES-4: "Não, este planeta é realmente um planeta gigante gasoso, como Júpiter, não sendo provavelmente um sítio hospitaleiro para a vida. Mas tem também um outro defeito, é que ele está muito próximo da sua estrela, portanto será muito quente". O planeta TrES-4 demora 3,55 dias a dar uma volta completa em volta da sua estrela-mãe, significando que um ano deste planeta é mais curto que uma semana na Terra. Apesar do interesse no TrES-4, o investigador Nuno Santos disse que ultimamente se tem vindo a descobrir cada vez mais planetas: "Foi anunciado há uns meses atrás uma série de planetas com massas que são cerca de 25 vezes a massa da terra. Portanto, são já uma espécie de “super-Terras”, ainda não são propriamente as Terras que andamos a procura – que são o objectivo final – mas já nos andamos a aproximar desse objectivo". Investigação continua Nuno Santos conclui dizendo que "esta descoberta não é nada de completamente novo, há outros planetas que foram descobertos que também estão inchados, que são maiores do que aquilo que se esperva. Este é o maior de todos, e o que está mais inchado, mas encontra-se dentro da mesma problemática dos outros, que é a problemática de perceber porque é que estes planetas estao inchados". Nuno Santos desdramatiza a descoberta afirmando que "é interessante, mas esta nem me parece ser a maior descoberta de todos os tempos. Este foi um passo importante, um passo interessante, mas não foi, digamos assim, um passo decisivo". Ainda assim, e como explicou Francis O'Donovan, um investigador no Instituto Caltech de Tecnologia da Califórnia - que opera um dos telescópios do TrES-4 - "caso consigamos encontrar uma explicação para o tamanho destes planetas inchados nos seus ambientes hostis, poderemos ficar a entender melhor os planetas do nosso Sistema Solar bem como a sua formação". | LINKS LOCAIS Lago antigo em Darfur "está seco"20 Julho, 2007 | Notícias EUA querem novos objectivos climáticos01 Junho, 2007 | Notícias Prémio de investigação para o INS de Moçambique09 Maio, 2007 | Notícias Criado super-mosquito anti-malária20 Março, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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