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Última actualização: 01 Agosto, 2007 - Publicado em 02:40 GMT
 
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ONU aprova envio de tropas para Darfur
 
Refugiados sudaneses em cidade controlada por rebeldes
Força híbrida da ONU e UA terá poderes para proteger civis
Após nova tentativa, o sucesso. Esta a forma como está a ser descrita a aprovação unânime pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas do envio de uma força de manutenção de paz para Darfur.

Depois de aprovada a resolução, o primeiro ministro britânico Gordon Brown afirmou que sopravam agora "tempos de mudança" naquela conturbada região sudanesa, onde, descreveu o próprio, se vive a mais grive crise humanitária em todo o planeta.

O Conselho aprovou o envio de uma força híbrida conjunta, de tropas da ONU e da União Africana, que não exceda os 26,000, entre soldados e polícias.

A este contingente serão entregues poderes para usar a força na defesa de civis, mas não para o combate a milícias.

As primeiras tropas deverão começar já a chegar em Outubro próximo.

Conversações

O Sudão, na voz do seu embaixador para as Nações Unidas, já disse que irá cumprir as suas obrigações e colaborar com a ONU.

Abdelmahmood Abdelhaleem Mohamed disse à BBC que o Sudão iria observar o estabelecido na resolução, mas criticou a comunidade internacional pelas "mensagens confusas" que tem enviado relativamente ao conflito, em especial "aos rebeldes".

Primeiro Ministro Gordon Brown nas Nações Unidas
Gordon Brown promete "novos ventos" para Darfur

Gordon Brown, que juntamente com o presidente francês Nicolas Sarkozy, apadrinhou esta resolução, disse que esta força de paz se destinava "a alcançar um cessar-fogo, pôr termo ao bombardeamento de civis e encaminhar as negociações de paz" para o rumo certo.

Na próxima Sexta-Feira em Arusha, na Tanzânia, grupos rebeldes sudaneses e representativos do governo deverão reunir-se para conversações de paz.

Brown

Aos nossos serviços, o analista político Paulo Sotero, em Washington, descreveu o papel de Gordon Brown neste processo como "uma primeira vitória diplomática de algum significado" desde que chegou a primeiro ministro".

Paulo Sotero destacou ainda o papel da China, país com o qual o Sudão tem boas relações, como uma alavanca no desbloquear da resolução, ao concordar com o texto aprovasdo pelo Conselho de Segurança.

Sanções

O primeiro ministro britânico juntamente com o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Zalmay Khalilzad, já avisaram o Sudão que caso não cumpra as obrigações estabelecidas na resolução, corria o risco de novas sanções.

Mapa do Sudão
Quatro anos de conflito já afectaram milhões

Khalilzad ameaçou o Sudão com medidas "unilaterais e multilaterais", enquanto que Brown afirmou que caso "alguma das partes envolvidas bloqueie este processo e a matança continuar", ele (brown) e outros "redobrariam os seus esforços com vista à imposição de mais sanções".

Os últimos quatro anos de conflito em Darfur já causaram mais de 200,000 mortos, um milhão de deslocados e deixou 4 milhões a necessitar de ajuda alimentar.

A ONU terá agora de angariar os fundos necessários para a formação deste contingente, algo que deverá custar cerca de 2 mil milhões de dólares.

 
 
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