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Forças Especiais da NATO treinam em Cabo Verde | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Arrancou esta quinta-feira nalgumas ilhas de Cabo Verde, uma mega-operação de treinamento das Forças de Intervenção Rápida da NATO. Trata-se de um exercicio militar, que envolve elevados meios humanos e logísticos. O plano é testar a capacidade da NATO em caso de necessidade de intervenção em zonas fora do espaço da Aliança Atlântica, em especial o europeu. Esta é a primeira vez que uma operação de tal envergadura e natureza acontece no continente africano, tendo Cabo Verde sido o país escolhido por causa das condições políticas e geoestratégicas que apresenta. Só para se ter uma ideia, mais de sete mil homens estão envolvidos nesta mega-operação, que mobiliza elevados meios aéreos, marítimos e terrestres. Com duração de cerca de um mês, a operação 'Steadfast Jaguar 2006' tem lugar nas ilhas de São Vicente, Santo Antão, Sal e Fogo. Além de aspectos militares, os efectivos da NATO vão encenar situações de catástrofe, nomeadamente uma erupção vulcânica, neste caso na ilha do Fogo. Nova parceria O 'Steadfast Jaguar 2006' marca, acima de tudo, um novo tipo de parceria que as autoridades da Cidade da Praia pretendem estabelecer com a NATO. Esta parceria envolve especialmente o combate a fenómenos novos - como o terrorismo, o narcotráfico e o tráfico humano. Tratam-se de fenómenos que põem em causa a paz, a segurança e a estabilidade nesta zona do Atlântico e que poderão ter consequências na Europa. Nesta busca de parceria, a ministra caboverdiana da Defesa, Cristina Fontes, disse-me que Cabo Verde não enjeita a possibilidade de patrulhamento conjunto das suas águas com unidades navais da NATO. "Estamos a ver nestes exercícios uma oportunidade de as nossas forças armadas terem também algum treino para enfrentar essas ameaças novas para as quais a força foi preparada. Vamos ter a oportunidade de testar as nossas capacidades nessa matéria". "Vamos também projectar a possibilidade de continuar a construir parcerias para a estabilidade e segurança desta região porque nos parece que interessa a todos que essas ameaças sejam combatidas eficazmente e em parceria com os países que estão bem colocados para o fazer". Cristina Fontes disse-me estarem já projectados patrulhamentos conjuntos, com alguns países da NATO, das águas territoriais caboverdianas. | LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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