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Milhares de congoleses morrem mensalmente | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa divulgado por uma revista médica britãnica descreveu o conflito na República Democrática do Congo como o mais mortífero do mundo, reclamando trinta e oito mil mortes por mês. A pesquisa conduzida pelo Comité Internacional de Resgate diz que a maioria das mortes foram provocadas por doenças e fome, devido a anos de guerra que levaram ao colapso dos serviços de saúde. Os autores revelam que quatro milhões de congoleses morreram desde o início do conflito armado em 1998. Quase quatro milhões de pessoas já morreram na guerra da República Democrática do Congo, diz o relatório publicado esta sexta-feira na revista médica Lancet. Se a informação fôr confirmada, trata-se do maior número de mortes num conflito desde a Segunda Guerra Mundial. O levantamento foi feito pelo Comité Internacional de Resgate, com base numa amostragem de 20 mil casas visitadas por uma equipe da organização em 2004. Conflicto mortífero De acordo com o artigo, a maior parte das mortes decorre de doenças facilmente preveníveis ou tratáveis, como a malária e a diarreia, mais do que pela violência em si. Segundo os pesquisadores, as crianças são as principais vítimas da falta de cuidados. Alyosca D'Onofrio é o director no Congo da organização que conduziu a pesquisa. "Estamos a falar de um país imenso, mas um factor comum, quer falemos das áreas rurais ou das urbanas é que muitas das pessoas vivem em condições muito básicas. Imagens que termos de muitas cidades capitais é de centros miseráveis e superpovoados, com pouca ou nenhuma electricidade ou água potável." Palavras de Alyoscia D'Onofrio do Comité Internacional de Resgate . O autor do relatório acrescenta que nas áreas rurais, a um nivel extremo, temos pessoas a viverem em palhotas precárias, que têm de andar quilómetros para terem acesso a água, saneamento e condições limitadas de agricultura e comercialização com populações vizinhas. Comparando as estatísticas com as de outros países da África subsaariana e com dados do próprio Congo anteriores à guerra, os pesquisadores concluíram que o conflito está a matar 38 mil pessoas todos os meses. Os autores do estudo projectaram a média mensal no período entre 1998, quando começou a guerra, e 2004, ano em que concluiram a pesquisa. Em algumas regiões, as taxas de mortes chegavam ao dobro do que eram antes do início do conflito. O relatório destaca a malnutrição generalizada e o colapso do sistema de saúde pública como conseqüências da guerra. Os autores do estudo, que é o quarto entre 2000 e 2004, atribuem boa parte da responsabilidade à comunidade internacional, que acusam de responder de forma inadequada à crise na República Democrática do Congo.. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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