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Última actualização: 22 Julho, 2005 - Publicado em 15:29 GMT
 
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ONU condena demolições no Zimbabwe
 
Demolições
Dois milhões de pessoas foram afectadas pela operação policial no Zimbabwe
Um relatório das Nações Unidas apelou ao fim imediato da operação policial do governo do Zimbabwe, classificando-a uma violação do direito internacional.

Milhares de casas foram completamente arrasadas por bulldozers da polícia zimbabweana, nos ultimos meses, deixando os seus residentes sem abrigo.

O relatório das Nações Unidas descreve a destruição de casas precárias nas zonas urbanas do Zimbabwe como uma "aventura desastrosa", que deixou setecentas mil pessoas sem abrigo ou emprego.

O documento, divulgado esta sexta-feira, refere que a actuação do governo de Harare constitui uma violação do Direito Internacional, criando uma grave crise humanitária.

Detalha pela primeira vez o impacto devastador da Operação Murambatsvina que significa "Varrer o Lixo".

"Indiferença"

O governo de Harare defendeu a operação dizendo que tinha por objectivo acabar com o mercado negro e outras actividades criminosas nas áreas suburbanas.

A ONU sublinha que dois milhões e meio de pessoas foram afectadas pela campanha, iniciada sem aviso no início de Maio e que se espalhou a todo o país.

O presidente Robert Mugabe tem rejeitado todas as críticas, mas observadores são da opinião que desta vez será dificil escapar à pressão internacional que o relatório vai despoletar.

O secretário geral da ONU, Kofi Annan nomeou uma enviada especial ao Zimbabwe, Anna Tibajuka, uma respeitada diplomata internacional da Tanzania, um país com lações chegados ao governo de Harare.

O documento da ONU apela ao fim imediato das demolições, dizendo que a operação governamental foi conduzida de forma indiscriminada, "mostrando indiferença pelo sofrimento humano."

Desastre

Correspondentes referem que a desastrosa política económica do governo de Harare foi agravada pelas fracas colheitas este ano.

O Zimbabwe, outrora o celeiro da região da África Austral, tem agora que importar comida e as reservas de combustível são tão escassas que as linhas áreas nacionais tiveram que parar os seus aviões.

Para agravar o cenário, o Fundo Monetário Internacional ameaça expulsar o Zimbabwe se este país não pagar mais de trezentos milhões de dólares de dívidas.

 
 
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