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Última actualização: 04 Julho, 2005 - Publicado em 12:16 GMT
 
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Cabo Verde comemora 30 anos de independência
 

 
 
Praia
Cabo Verde comemora os 30 anos de independência no dia 5 de Julho
Os caboverdianos comemoram nesta semana, mais concretamente no dia 5, os 30 anos da independência do seu país. Uma vasta programação já está em marcha para assinalar a data mais importante da história de Cabo Verde.

Na passada quinta-feira, por exemplo, os deputados de 1975 confraternizaram com os seus colegas de hoje, além de terem sido alvos de uma homenagem por parte da Assembleia Nacional.

Repartidos por hoje por várias forças políticas existentes em Cabo Verde, com uns no activo e outros afastados da cena política, a ocasião serviu para as duas gerações de deputados trocarem ideias entre si, comparando o exercício parlamentar de hoje como o de há 30 anos.

A questão do partido único acabou naturalmente por vir à tona. Eugénio Inocêncio, hoje empresário afecto ao MpD, diz não ter dúvidas que já em 1975 era possível Cabo Verde adoptar o multipartidarismo, "não só pela história, pela cultura, como pela dinâmica que havia dentro da própria sociedade".

Ainda para o empresário, embora Cabo Verde vivesse sobre um regime de partido único "a nossa postura era identica a um regime multipartidário tem: eramos parlamentares de corpo inteiro."

Pluralismo e partido único

Opinião diferente a de Eugénio Inocêncio tem Osvaldo Lopes da Silva, um veterano da luta pela independência, deputado e ao mesmo tempo ministro da Economia no primeiro governo de Cabo Verde independente e hoje afastado da actividade política.

Lopes da Silva lembra, a propósito, que o partido único era uma figura apoiada politica e juridicamente pela OUA e pela ONU, que "exigiam que cada deputado se apresentasse como um força política que conferisse legitimidade à representação desse deputado."

Com fair play, o presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Aristides Lima, entende que a questão agora suscitada deve levar os caboverdianos a olharem de forma crítica para a sua trajectória nestes 30 anos.

Para Aristides Lima o assunto "é controverso, mas bem colocado, e revela o pluralismo que existe em Cabo Verde. É uma questao para reflectir e trocar ideias, lançada aos historiadores."

Aristides Lima, presidente do parlamento caboverdiano, no dia em que os deputados de 1975 encontraram-se com os seus colegas de hoje. Uma oportunidade para troca de ideias. Isto numa altura em que Cabo Verde começa a preparar-se para a festa dos seus 30 anos de independência, a acontecer no próximo dia 5.

 
 
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