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Última actualização: 21 Março, 2005 - Publicado em 14:39 GMT
 
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Israel vai expandir colonatos em Jerusalém Oriental
 
Colonato de Maale Adumin
Os colonatos da região de Maale Adumin vão ser expandidos
O governo israelita confirmou planos para a expansão dos seus maiores colonatos na Cisjordânia.

Está planeada a construção de 3 mil e 500 residências na região de Maale Adumin, em Jerusalém Oriental.

Os colonatos - tanto os legais como os ilegais - constituem um dos maiores escolhos nas relações não apenas entre os israelitas e os palestinianos mas também entre Telavive e Washington.

Congelamento

Ao abrigo do Roteiro para a Paz os israelitas haviam prometido congelar a expansão dos seus colonatos em territórios palestinianos.

Segundo o correspondente diplomático da BBC, Jonathan Marcus, o sonho bíblico do "Grande Israel" já atingiu o colapso. Mas a ideia da "Grande Jerusalém" continua muito viva.

O último plano do governo israelita visa a criação de dois novos bairros efectivamente ligando o colonato de Maale Adumin a Jerusalém Oriental.

Isso está a ser visto pelos palestinianos como mais um sinal de que Israel não tem a intenção de abrir mão dessa parte da Cisjordânia mais próxima de Jerusalém.

Violação descarada

Os palestinianos alegam que este plano de Israel viola descaradamente o Roteiro para a Paz - que pede o congelamento total da construção de colonatos judeus nos territórios ocupados.

Mohamed Dahlan, o Ministro palestiniano da Administração Civil, diz que a contínua construção de colonatos judeus está a destruir o processo de paz.

"Se Israel não parar de construir colonatos em territórios palestinianos, não haverá nem paz nem estabilidade".

Posto avançado
Israel vai desmantelar alguns pontos avançados

Contudo, os israelitas acreditam ter o apoio de Washington para a construção de milhares de novas residências na região de Jerusalém.

Há cerca de um ano, uma carta do Presidente George Bush endereçada ao Primeiro-Ministro Ariel Sharon dizia ser irrealista esperar-se que um acordo final de paz estipulasse o recúo de Israel para as suas antigas fronteiras - incluindo as da região de Jerusalém. Matan Vilnai, um membro do governo israelita, acredita que Jerusalém não é uma questão para discutir.

"Maale Adumin é parte da grande Jerusalém. Toda a área que rodeia Jerusalém não faz parte de qualquer contencioso e espero que não tenhamos problemas".

A questão dos colonatos é complicada porque, ao mesmo tempo que os norte-americanos parecem dispostos a aceitar algumas construções em áreas que acreditam que permanecerão sob controlo israelita, querem também o congelamento das construções noutras áreas.

Postos avançados

Washington quer também a remoção imediata dos chamados "postos avançados" - colonatos judeus construidos ilegalmente.

E aqui o governo israelita está a fazer progressos muito lentos, apesar mesmo de uma recente investigação oficial ter dito que a construção ilegal de colonatos era muito mais comum do que se pensava e que, em muitos casos, havia sido feita com a ajuda de funcionários ou agências governamentais.

Mas, se tivermos em conta todas as dificuldades políticas por que passa o plano do Primeiro-Ministro Ariel Sharon para a retirada dos colonos da Faixa de Gaza, é pouco claro quanta pressão os norte-americanos deverão aplicar para fazê-lo honrar as suas promessas em relação ao dossier geral dos colonatos.

 
 
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