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Cabo Verde: Pires não se recandidata | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A um ano das próximas eleições, parece ser certo que o actual presidente caboverdiano não concorre a um segundo mandato. O jornal A Semana trouxe essa informação há alguns dias atrás e não foi desmentido. Os dados recolhidos pela BBC no terreno parecem confirmar a intenção de Pedro Pires, o mais velho dos veteranos da luta pela independência ainda no activo político em Cabo Verde. O facto de Pedro Pires contar neste momento com mais de 70 anos de idade é apontado pelos seus apoiantes como uma das principais razões que o levam a não participar nas presidenciais de 2006. De guerrilheiro a presidente Na prática o velho senhor da política caboverdiana considera ter cumprido a sua missão: na juventude juntou-se a Amílcar Cabral na luta nacionalista, e foi primeiro-ministro do seu companheiro Aristides Pereira nos 15 primeiros anos da independência. O multipartidarismo em 1991 condenou-o a uma oposição de 10 anos e no meio de uma eleição presidencial disputadíssima venceu o seu rival Carlos Veiga há quatro anos atrás. Pedro Pires, segundo alguns dos seus próximos, espera agora retirar-se da actividade política, dedicar-se à família e escrever as suas memórias. Este é, aliás, um velho sonho desse guerrilheiro e estadista, tendo em conta o sentido apurado que tem da História do seu país e de África. O PAICV está agora relativamente à vontade para procurar um candidato ao mais alto cargo da República de Cabo Verde, embora sem grandes poderes tendo em conta que o sistema de governo de caboverdiano é parlamentarista. Os sucessores Na família do PAICV já se falam nos nomes do actual ministro do Estado e das Infraestruturas e Transportes, Manuel Inocêncio Sousa, bem como no presidente da Assembleia Nacional, Aristides Lima, e do autarca da Praia, Felisberto Vieira. Do lado do MpD, o antigo primeiro-ministro e actual bastonário da Ordem dos Advogados de Cabo Verde, Carlos Veiga, é o candidato óbvio. Com Pedro Pires fora da corrida, Carlos Veiga conta certamente chegar mais facilmente à Presidência da República, visto que nunca deixou de reivindicar a vitória na anterior eleição, já que a perdeu apenas por 12 votos. Um outro candidato possível deverá ser o advogado David Hopffer Almada, antigo ministro da justiça e da informação nos primeiros 15 anos da independência. O embaixador de Cabo Verde em Lisboa, Onésimo Silveira, outrora um adversário histórico do PAICV, bem como o jurista Jorge Carlos Fonseca são também nomes de que se volta a falar quando o assunto é a próxima eleição presidencial em Cabo Verde. |
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