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Última actualização: 04 Agosto, 2004 - Publicado em 14:41 GMT
 
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Petróleo atinge preços sem precedentes
 
Corretores da Bolsa de Nova Iorque
Corretores da Bolsa de Nova Iorque
Os preços do petróleo, estão a bater todos os recordes dos últimos anos. Em Londres, o Brent subiu para quase 41 dólares, enquanto que em Nova Iorque, o crude atingiu os 44 dólares na terça feira.

Todas as expectativas são de que ainda não atingiu o seu máximo.

No passado, grandes aumentos nos preços do petróleo levaram a economia mundial entrasse em recessão, como foi o caso nos anos 70 e inícios dos anos 80.

Por isso, diz Mark Gregory, analista da BBC para assuntos económicos, é normal que as autoridades em muitos países estejam alarmadas, depois do preço do crude ter aumentado cerca de 35 por cento este ano.

No entanto, diz Mark Gregory, até ao momento as consequências económicas têm sido limitadas.

As grandes economias, como as dos Estados Unidos, Japão, China e Grã-Bretanha, continuam a manter um forte crescimento.

E há sinais de recuperação na zona do EURO, até aqui vista como a mais atrasada.

Consequências limitadas

Uma das razões que pode explicar este impacto limitado dos preços mais elevados do petróleo, é o facto do crude ter subido menos em termos percentuais, do que em ocasiões anteriores, e a um nível mais baixo, depois de se ter considerado a inflação.

O preço do petróleo, está actualmente acima dos 40 dólares.

Em 1981, atingiu valores equivalentes a 100 dólares o barril, a preços actuais.

Ao mesmo tempo, o crescimento dos serviços industriais significa que as economias mais desenvolvidas estão menos dependentes do petróleo do que no passado, quando a prosperidade provinha da manufactura energética intensiva.

Ritmo menor

Mas muitos economistas dizem que os recentes aumentos do preço do crude, vão ter um efeito económico mais sério, se se mantiver por muito tempo.

É evidente que já existe algum impacto. Os motoristas queixam-se dos elevados preços dos combustíveis.

Algumas companhias aéreas, aumentaram os preços dos bilhetes de passagem, na sequência do aumento do custo do fuel jet.

E, num sinal de possíveis problemas no futuro, os indicadores, anunciados na semana passada pelo Estados Unidos, mostram que a economia cresceu a um ritmo menor do que o esperado, no segundo trimestre do ano, devido ao impacto dos altos custos de energia, no consumo privado.

 
 
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