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Após 1,4 mil mortes, ponte nos EUA terá proteção contra suicídios

28 junho 2014 Atualizado pela última vez 16:27 (Brasília) 19:27 GMT

As autoridades de San Francisco, no oeste dos Estados Unidos, aprovaram o financiamento para a construção de uma rede de prevenção de suicídio ao longo da famosa ponte Golden Gate.

O conselho responsável pela administração da ponte votou por unanimidade o pacote de US$ 76 milhões (cerca de R$ 167 milhões) para a melhoria.

Desde que a ponte foi inaugurada em 1937, mais de 1,4 mil pessoas já se mataram pulando dela. Em 2013, foi registrado o recorde de 46 suicídios.

A votação marca a última etapa no que tem sido uma campanha de décadas das famílias dos mortos.

"Para os sobreviventes, ver mais pessoas adicionadas ao nosso grupo enquanto se espera por um pacote de financiamento tem sido insuportável", disse John Brooks, cuja filha morreu depois de saltar da ponte em 2008.

'Arrependimento'

BBC
Mais de 1.400 já se mataram nesta ponte

A instalação de uma rede de aço inoxidável foi aprovada em 2008, escolhida entre outras opções de prevenção de suicídios - como a construção de parapeitos na ponte. Mas o financiamento para o projeto até agora era um grande obstáculo.

Ele foi superado quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou uma lei permitindo que barreiras e redes de segurança pudessem ser bancadas com a ajuda de recursos federais.

O governo em Washington vai cobrir quase metade dos custos da obra na Golden Gate.

A rede terá seis metros de largura em cada lado da ponte e deve ficar pronta apenas em 2018.

Durante uma coletiva de imprensa na quinta-feira, antes da votação, uma das poucas pessoas que sobreviveram à tentativa de suicídio da ponte contestou o argumento de que potenciais suicidas podem encontrar uma outra maneira de se matar mesmo se as redes foram instaladas.

Kevin Hines, 32, disse que sentiu "arrependimento imediato" quando pulou.

"Nenhuma alma, nenhuma alma a mais será perdida para a ponte", disse ele.