A menina que caça com águia-dourada

16 abril 2014 Atualizado pela última vez 07:01 (Brasília) 10:01 GMT

Ao praticar atividade que por 2 mil anos foi exclusivamente masculina, Ashol-Pan, de 13 anos, é vista como símbolo das mudanças na Mongólia.
Atividade é vista como masculina na Mongólia, nos últimos 2 mil anos
Um fotógrafo colheu imagens do que pode ser a única menina do mundo que aprendeu a caçar com uma águia-dourada. 'Observá-la com a águia foi fantástico', disse o fotógrafo Asher Svidensky. 'Ela estava muito mais confortável (a águia), muito mais poderosa e muito mais à vontade com ela', disse. (Foto: Asher Svidensky/Caters News)
Atividade é vista como masculina na Mongólia, nos últimos 2 mil anos
Segundo Svidensky, a maioria das crianças fica intimidada na presença de uma destas águias. Os meninos cazaques no oeste da Mongólia começam a aprender a caçar com estas grandes aves aos 13 anos, principalmente raposas e lebres. As águias pesam em seus braços finos. Svidensky, fotógrafo e escritor de guias de viagens, fez fotos de cinco meninos aprendendo este tipo de caçada e também fotografou Ashol-Pan (Foto: Asher Svidensky/Caters News)
Atividade é vista como masculina na Mongólia, nos últimos 2 mil anos
Os cazaques da cadeia de montanhas Altai, no oeste da Mongólia, são os únicos que caçam com estas águias e, atualmente, existem cerca de 400 falcoeiros praticantes. Ashol-Pan, a filha de um caçador famoso, pode ser a única menina aprendiz desta arte (Foto: Asher Svidensky/Caters News)
Atividade é vista como masculina na Mongólia, nos últimos 2 mil anos
Eles caçam no inverno, quando as temperaturas podem chegar a 40ºC negativos. Uma caçada começa com dias de viagens a cavalo, pela neve, para subir uma montanha e conseguir o melhor ponto de observação. Geralmente, os caçadores trabalham em equipe. Depois de ver uma raposa, os cavaleiros a espantam, levando-a para um local aberto. A águia é solta e, se a primeira não consegue, uma segunda vai atrás da presa. Na foto está Bahak Birgen, o mais jovem garoto caçador com águias da Mongólia. (Foto: Asher Svidensky/Caters News)
Atividade é vista como masculina na Mongólia, nos últimos 2 mil anos
As águias não são criadas em cativeiro, são retiradas do ninho ainda filhotes e apenas as fêmeas são escolhidas, por serem maiores. Uma águia adulta pode chegar a sete quilos com envergadura de mais de 230 centímetros. Depois de anos de caçadas, o caçador liberta a águia idosa pela última vez, deixando uma ovelha morta como último presente. 'É assim que os cazaques garantem que as águias voltem para a natureza para ter filhotes fortes', disse Svidensky. (Foto: Asher Svidensky/Caters News)
Atividade é vista como masculina na Mongólia, nos últimos 2 mil anos
O fotógrafo descreve Ashol-Pan como uma menina sorridente, gentil e tímida. As imagens da menina em uma atividade milenar essencialmente masculina mostram um pouco das mudanças na Mongólia no século 21. Svidensky afirma que esta geração vai decidir o que acontecerá com as tradições. 'Tudo ali vai mudar e será redefinido - as as possibilidades são fantásticas.'(Foto: Asher Svidensky/Caters News)