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Bombas atingem embaixada do Irã no Líbano; ao menos 22 morrem

19 novembro 2013 Atualizado pela última vez 12:16 BRST 14:16 GMT

Duas explosões atingiram nesta terça-feira a embaixada do Irã em Beirute, capital do Líbano, e deixaram ao menos 22 mortos e dezenas de feridos.

Os atentados ocorrem em um momento em que a tensão entre muçulmanos sunitas e xiitas libaneses se intensifica, refletindo a guerra civil na vizinha Síria, e foram reivindicados pelos sunitas da Brigadas Abdullah Azzam, grupo jihadista ligado à Al-Qaeda.

Relatos indicam que uma das explosões foi causada por um homem-bomba em uma moto e a segunda, por explosivos deixados em um carro.

Explosões são sinal da tensão entre sunitas e xiitas libaneses, refletindo a Síria

O Irã é um dos mais importantes aliados do regime sírio de Bashar al-Assad e do grupo xiita libanês Hezbollah, que tem ajudado Assad a combater rebeldes na Síria.

Por outro lado, militantes sunitas libaneses apoiam os rebeldes da Síria, que em são em sua maioria também sunitas.

Alianças

Em 15 de agosto, 27 pessoas morreram em decorrência de uma explosão, ao sul de Beirute, que parecia ter como alvo um clérigo sunita, que é um crítico do Hezbollah. O clérigo não foi ferido.

Ultimamente, os episódios de confrontos na fronteira sírio-libanesa têm se intensificado. O apoio de militantes do Hezbollah foi considentado crucial para uma vitória estratégia do regime sírio em Qusair, perto da divisa com o Líbano, no início de junho.

Acredita-se que Damasco tenha autorizado o Irã a transferir armas para o Hezbollah, usando território sírio.

Mesmo que abalada, essa tríplice aliança entre Síria, Hezbollah e Irã permanece sólida e deve resistir às explosões desta terça-feira, acredita Bozorgmehr Sharafedin, do serviço persa da BBC.