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Supertufão pode ter matado centenas nas Filipinas

9 novembro 2013 Atualizado pela última vez 08:08 BRST 10:08 GMT

carros empilhados nas Filipinas | BBC
Tufão varreu ilhas das Filipinas e deixou vários mortos

A passagem do tufão Haiyan pelas Filipinas na sexta-feira pode ter deixado centenas de mortos.

Entre as áreas mais afetadas estão a ilha de Leyte e a cidade costeira de Tacloban, no leste do país, onde o número de mortes pode ser muito maior do que o divulgado anteriormente.

As primeiras informações contabilizavam ao menos 120 corpos em Tacloban, mas, de acordo com uma fonte da Cruz Vermelha, mais de mil pessoas podem ter perdido a vida na cidade e outras 200 na província de Samar.

O presidente Benigno Aquino disse temer que haja muito mais vítimas.

O secretário de Defesa Voltaire Gazmin afirmou que há desordem social: “Todos os sistemas caíram. Não há energia elétrica nem água. As pessoas estão desesperadas e estão fazendo saques.

Segundo a Central do Tempo da BBC, o tufão deve atingir Hanoi, no Vietnã na tarde de segunda-feira. Mas, ele deve chegar com menos intensidade ao país. Apesar disso, milheres de pessoas estão sendo levadas para abrigos.

O supertufão foi um dos mais violentos já registrados em terra firme. O Haiyan poupou a capital Manila, mas causou muita destruição nas ilhas de Samar, Leyte e na cidade de Cebu, a segunda maior do país, destruindo casas e prédios inteiros, provocando inundações, deslizamentos de terra e corte de energia.

Tacloban

Em entrevista à agência Reuters, o secretário-geral da Cruz Vermelha nas Filipinas, Gwendolyn Pang, disse que a equipe da agência deslocada para Tacloban teria visto mais de mil corpos boiando.

Vídeos gravados por moradores mostram Tacloban engolida por um forte temporal.

Sandy Torotoro, morador da cidade, contou à agência Associated Press ter sido levado pela água que invadiu sua casa.

"Enquanto éramos arrastados, vimos muitas pessoas boiando e gritando por ajuda. Mas o que podíamos fazer? Também precisávamos de socorro," disse ele.

Após aterrissar em Tacloban, o secretário do Interior das Filipinas, Max Roxas, disse que não tinha palavras para descrever a devastação.

"É realmente horrível. Uma grande tragédia humana", disse.

O aeroporto da cidade ficou parcialmente destruído e apenas voos militares têm a permissão para operar, segundo o correspondente da BBC em Manila, Jon Donnison.

O diretor do aeroporto, Efren Nagrama, comparou a passagem do tufão a um tsunami.

"Escapei pela janela, me agarrei a um poste por cerca de uma hora enquanto o aerorporto era varrido pela chuva, vento e água do mar. Alguns de meus funcionários sobreviveram agarrados em árvores."

O tufão atingiu o país na manhã de sexta-feira, com fortes temporais e ventos de até 379km/h.

Centenas de milhares de pessoas foram evacuadas, tendo sido transferidas para abrigos temporários. Mas muitas não conseguiram escapar a tempo.

Muitas das cidades atingidas pelo tufão tentavam se recuperar de um terremoto, de 7,3 graus que atingiu as Filipinas no mês passado, deixando centenas de mortos e milhares de desabrigados.

Na ilha de Bohol, também atingida pelo tufão, cinco mil pessoas ainda estão desabrigadas em consequência do tremor de outubro.

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