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Colagens de Matisse ganham exposição na Tate Modern de Londres

Atualizado em  13 de outubro, 2013 - 09:49 (Brasília) 12:49 GMT
  • Desde o início dos anos 1940, o pintor francês Henri Matisse começou a desenvolver uma técnica, que ele havia experimentado anos antes, que consistia em fazer colagens com pedaços de papéis coloridos. Os recortes dominaram a arte de Matisse nos últimos seis anos de sua vida, e são o tema principal de uma exposição na Tate Modern de Londres, que traz também seus mais importantes trabalhos desta fase.
  • A exposição, criada em conjunto com o Museu de Arte Moderna de Nova York, é a mais abrangente já dedicada a obras de arte de Matisse feitas a partir de recortes de papel, entre 1943 e 1954. A mostra irá incluir cerca de 120 trabalhos, muitos deles apresentados pela primeira vez juntos. Nicholas Serota, diretor da Tate e cocurador da exposição, disse que "sonhava em fazer essa exposição há 30 anos".
  • As colagens começaram "quase que por acaso, com obras bastante pequenas", diz o curador da exposição, Nicholas Cullinan. Inicialmente, elas foram desenvolvidas como desenhos ou maquetes. Matisse preferiu papel cortado à pintura, pois garantia que as cores permaneceriam fiéis em reproduções. 'O cavalo, o Cavaleiro e o Palhaço' é uma das 20 maquetes criadas para o livro ilustrado 'Jazz'. Pela primeira vez, todos as 20 maquetes estão em exibição na exposição, juntamente com o original do livro, que foi publicado em 1947.
  • 'Ícaro de Matisse', que faz parte da coleção Jazz, está entre suas obras mais conhecidas. O curador Nicholas Cullinan lembra que tinha o pôster pendurado na parede quando era adolescente. "Quando você vê os recortes reproduzidos eles parecem chato, sem relevo, mas na realidade eles têm uma vida real - eles têm uma superfície", explica Cullinan. "Foi uma coisa incrível para um artista no final de sua carreira inventar não apenas um novo estilo, mas, essencialmente, um nova forma de fazer arte."
  • Perto dos anos 1950, ao invés de simplesmente usar as colagens para "fins utilitários", tais como livros e desenhos de tapeçarias e cerâmicas, Matisse começou a "brincar com elas ... elas começaram a assumir o papel da tinta nas composições", explica o curador Nicholas Cullinan. A exposição vai reunir o maior encontro dos 'nus azuis' de Matisse, incluindo quatro grandes obras e "todo um conjunto de outras figuras azuis ". O artista comparou o processo a "escultura em cor".
  • Nicholas Serota admite que reunir a "notável" seleção de obras de colagens de Matisse envolveu "torcer alguns braços". "Não foi feito antes, em parte, porque as obras são frágeis, e elas estão entre as obras mais preciosas dos museus onde estão expostas". O admirado trabalho de Matisse, intitulado 'O Caracol', foi adquirido pela Tate nos anos 60 e não deixou Londres desde então. Ele vai viajar para fora da Grã-Bretanha pela primeira vez desde que se tornou parte da coleção da galeria quando a exposição for transferida para Nova York, em outubro de 2014.
  • A 'Memória da Oceania', que atualmente faz parte do acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York, era originalmente parte da mesma composição que 'O Caracol', e formou um díptico no estúdio de Matisse em Vence, na França. Na exposição da Tate, as duas obras, que compartilham as mesmas dimensões, vão estar expostas, lado a lado, pela primeira vez em 60 anos.
  • A exposição e o catálogo, incluem uma série de fotografias - muitas inéditas - que curadores conseguiram após fazerem uma limpa nos arquivos de cada fotógrafo que foi ao estúdio de Matisse em Vence. A coleção mostra a verdadeira escala das colagens do artista, muitas se estendem do chão ao teto. "Muitos dizem que uma criança de seis anos poderia fazê-las", diz Serota sobre as colagens. "Mas eu acho que quando você vê a exposição você percebe que apenas um velho que tem uma incrível liberdade de espírito pode realmente fazê-lo." A exposição será inaugurada no dia 17 de abril de 2014.

As colagens de Matisse

Desde o início dos anos 1940, o pintor francês Henri Matisse começou a desenvolver uma técnica que consistia em fazer fazer colagens com pedaços de papéis coloridos. As colagens dominaram a arte de Matisse nos últimos seis anos de sua vida, e são o tema principal de uma exposição na Tate Modern de Londres, que traz também seus mais importantes trabalhos desta fase.

A exposição, criada em conjunto com o Museu de Arte Moderna de Nova York, é a mais abrangente já dedicada a obras de arte de Matisse feitas a partir de recortes de papel, entre 1943 e 1954.

A mostra inclui cerca de 120 trabalhos, muitos deles apresentados pela primeira vez juntos. Nicholas Serota, diretor da Tate e cocurador da exposição, disse que "sonhava em fazer essa exposição há 30 anos".

"Não foi feito antes, em parte, porque as obras são frágeis, e elas estão entre as obras mais preciosas dos museus onde estão expostas", contou Serota.

A exposição e o catálogo incluem uma série de fotografias - muitas inéditas - que curadores conseguiram após fazerem uma limpa nos arquivos de cada fotógrafo que visitou o estúdio de Matisse em Vence, na França.

A exposição será inaugurada no dia 17 de abril de 2014, e em outubro do mesmo ano viaja para o Museu de Arte Moderna de Nova York.

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