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Mergulhadores são treinados para retirar minas de rios no Camboja

Atualizado em  28 de julho, 2013 - 07:24 (Brasília) 10:24 GMT
  • Durante mais de 20 anos, o Centro Cambojano de Ação contra Minas (CMAC, na sigla em inglês) treina pessoas para retirar algumas das minas terrestres do país, que matam ou ferem mais de cem pessoas por ano.
  • Trabalhando em parceria com a Golden West Humanitarian Foundation, a organização selecionou um grupo de 14 pessoas entre 40 voluntários para se transformar na primeira unidade de mergulho de elite do Camboja, para retirar minas terrestres que estejam nos leitos dos rios.
  • No começo da década de 1970, o Khmer Vermelho despejou grandes quantidades de material bélico nos rios Mekong e Tonle Sap. Hoje, pescadores pegam as bombas nas redes. O valor do metal também faz com que alguns tentem recuperar o material para vender.
  • Os 14 selecionados estão sendo treinados não apenas para mergulhar e recuperar as minas, mas para fazer isto sem enxergar nada. Durante o treino, os mergulhadores usam máscaras que bloqueiam a visão para simular o mergulho em um rio, e são amarrados a uma corda . Os mergulhadores podem se comunicar com a superfície, e a superfície com eles, através de uma série de puxões na corda.
  • A máscara usada é uma máscara comum de mergulho com pintura preta para garantir que nenhuma luz alcance os olhos dos mergulhadores. A máscara reproduz condições reais das buscas nos rios, que tem visibilidade baixa ou nenhuma visibilidade.
  • Cada mergulho tem um líder de equipe, que é o responsável por controlar os tempos de mergulho, níveis de oxigênio e o padrão de busca.
  • Tri Khun (esq.), que comçou a trabalhar para CMAC em 1997, disse 'Quando eu era mais jovem, trabalhei como pescador antes de me tornar um soldado, por isso me sinto confortável dentro d'água. Eu já trabalhei em terrenos com minas não detenadas, e conheço os perigos, e agora eu quero ver como são essas minas dentro d'água."
  • Com profundidades de até 30 metros, e correntes fortes, os rios Mekong e Tonle Sap apresentam condições hostís, exigindo força e habilidade tanto física quanto mental.
  • As conchas falsas são colocados pelos instrutores de mergulho dentro da área de busca e, em seguida, recuperadas pelos alunos. Atualmente, a equipe está em formação, enquanto pesquisas sobre os rios e as linhas costeiras são conduzidas.

Mergulhadores limpam rios no Camboja

No começo da década de 1970, o Khmer Vermelho, o grupo de seguidores do partido comunista que liderou o Camboja de 1975 a 1979, despejou grandes quantidades de material bélico não só em terra, como também nos rios Mekong e Tonle Sap.

Durante mais de 20 anos, o Centro Cambojano de Ação contra Minas (CMAC, na sigla em inglês) treina pessoas para retirar algumas das minas terrestres do país, que matam ou ferem mais de cem pessoas por ano.

Trabalhando em parceria com a Golden West Humanitarian Foundation, a organização selecionou um grupo de 14 pessoas entre 40 voluntários para se transformar na primeira unidade de mergulho de elite do Camboja, e retirar minas terrestres que estejam nos leitos dos rios.

Os 14 selecionados estão sendo treinados não apenas para mergulhar e recuperar as minas, mas para fazer isto sem enxergar nada. Durante o treino, os mergulhadores são amarrados a uma corda, e usam máscaras que bloqueiam a visão simulando o mergulho em um rio.

Com profundidades de até 30 metros, e correntes fortes, os rios Mekong e Tonle Sap apresentam condições hostís, exigindo força e habilidade tanto física quanto mental.

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