BBC navigation

Imagens relembram Guerra da Coreia

Atualizado em  27 de julho, 2013 - 08:57 (Brasília) 11:57 GMT
  • Em junho de 1950, enquanto a comunidade internacional ainda lidava com os efeitos da Segunda Guerra Mundial, um novo conflito eclodiu na península coreana - e pela primeira vez a Guerra Fria se tornou quente.
  • Forças comunistas da Coreia do Norte se moveram para o sul, cruzando o paralelo 38 - a linha de demarcação militar, acoradada em 1945, que dividia a península coreana em duas Coreias, a do Sul e a do Norte. A Coreia do Sul, os Estado Unidos, a Grã-Bretanha e seus aliados revidaram.
  • As estimativas variam, mas acredita-se que pelo menos dois milhões de civis coreanos, cerca de 30 mil norte-americanos, 400 mil sul-coreanos, um mil soldados britânicos, e até 1,5 milhão de forças comunistas, morreram durante a Guerra da Coreia.
  • A China, o Japão e a União Soviética brigaram por anos pela influência sobre a península coreana. O Japão colonizou formalmente a Coreia em 1910 e governou até o final da Segunda Guerra Mundial.
  • Apenas sete dias antes da rendição do Japão no final da Segunda Guerra, a União Soviética se aproveitou da situação e invadiu a Coreia. Mais tarde, a União Soviética e os Estados Unidos concordaram em dividir a Coreia com uma linha imaginária, o paralelo 38, com os soviéticos no comando do norte, e os Estados Unidos com a jurisdição do sul.
  • A União Soviética estabeleceu uma ditadura comunista no Norte, sob a liderança de Kim Il-sung, um ex-líder guerrilheiro.
  • Nas primeiras horas do dia 25 de junho de 1950, a Coreia do Norte lançou um ataque surpresa no Sul. As tropas dos Estados Unidos foram enviadas às pressas a partir de bases no Japão. Mas eles e seus aliados sul-coreanos saíram mal no confronto inicial com o Norte.
  • O Conselho de Segurança da ONU passou uma resolução que pedia que todos os membros fossem contra a invasão. Quatorze paises da ONU - Austrália, Bélgica, Canadá, Colômbia, Etiópia, França, Grécia, Holanda, Nova Zelândia, Filipinas, África do Sul, Tailândia, Turquia e Reino Unido - concordaram em ajudar, comprometendo-se com uma força de cerca de 300 mil soldados.
  • Enquanto o exército do Norte vencia uma batalha em Busan, o chefe das forças da ONU no conflito, o general americando Douglas MacArthur, se preparava para reverter o curso da guerra. Em 15 de setembro de 1950, ele lançou um ousado, assalto marítimo na cidade portuária de Inchon.
  • O objetivo do desembarque em Inchon, que ficava atrás das linhas inimigas, era cortar o abastecimento dos norte-coreanos. O plano era arriscado, porque significava enfrentar marés imprevisíveis para enfrentar uma ilha fortificada no porto e uma cidade que foi ocupada por forças norte-coreanas. Após um bombardeio lançado pelos aliados, dois batalhões entraram em Inchon, superando a resistência, e sem encontrar nenhum contra-ataque.
  • Em 15 de outubro foi confirmado o sucesso de MacArthur na ofensiva. No entanto, apenas 10 dias depois, o exército chinês, que havia se concentrado secretamente na fronteira, fez seu primeiro ataque aos aliados. Em janeiro de 1951, enquanto as tropas chinesas desencadearam uma nova ofensiva, os aliados foram obrigados a retirar-se para o sul de Seul.
  • No terreno relativamente aberto da Coreia do Sul, as tropas da ONU foram mais capazes de se defender. Depois de mais alguns meses de luta, a frente aliada finalmente se estabilizou na região do paralelo 38.
  • O presidente americano Harry Truman anunciou que a ONU estava agora disposta a assinar um cessar-fogo. Discussões sobre uma possível trégua começaram em 10 de julho de 1951.No entanto, levaram-se dois anos para se chegar a um acordo sobre os termos do armistício, como, por exemplo, as questões sobre a repatriação de prisioneiros, e o posicionamento da linha de armistício.
  • Em janeiro de 1953, Dwight Eisenhower, que era abertamente crítico da guerra, sucedeu Truman como presidente dos Estados Unidos. Eisenhower informou às tropas comunistas que ele estava disposto a usar armas nucleares para acabar com o conflito.
  • Em 27 de julho de 1953, um armistício foi finalmente assinado, com o acordo de que o paralelo seria a nova fronteira entre os dois lados.
  • Com o acordo assinado, a operação Big Switch (a grande troca, em tradução livre) entrou em ação, e milhares de prisioneiros de ambos os lados foram devolvidos. A idéia era que o armistício seria temporário. O documento era destinado a um cessar-fogo "até que um acordo de paz final fosse alcançado".
  • Mas esse acordo de paz nunca aconteceu. A Conferência de Genebra, em 1954, na qual foi discutida a questão da península coreana, não conseguiu resolver o problema, e a linha que divide a península permaneceu desde então.

A Guerra da Coreia

Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, a União Soviética e os Estados Unidos concordaram em dividir a Coreia com uma linha imaginária, o paralelo 38, deixando os soviéticos no comando do norte, e os Estados Unidos com a jurisdição do sul.

Em junho de 1950, enquanto a comunidade internacional ainda lidava com os efeitos deixados pela Segunda Guerra, um novo conflito eclodiu na península coreana.

As estimativas variam, mas acredita-se que pelo menos dois milhões de civis coreanos, cerca de 30 mil norte-americanos, 400 mil sul-coreanos, um mil soldados britânicos, e até 1,5 milhão de forças comunistas, morreram durante a Guerra da Coreia.

O conflito começou quando forças comunistas da Coreia do Norte se moveram para o sul, cruzando o paralelo 38. A Coreia do Sul, os Estado Unidos, a Grã-Bretanha e seus aliados revidaram.

Depois de muitas batalhas, discussões sobre uma possível trégua começaram em 10 de julho de 1951. No entanto, levaram-se dois anos para acordar os termos do armistício.

Em 27 de julho de 1953, um armistício foi finalmente assinado, onde foi acordado que o paralelo 38 seria a nova fronteira entre os dois lados. O documento era destinado a um cessar-fogo "até que um acordo de paz final fosse alcançado".

Mas esse acordo de paz nunca aconteceu. A Conferência de Genebra, em 1954, na qual foi discutida a questão da península coreana, não conseguiu resolver o problema, e a linha que divide a península permaneceu desde então.



BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.