Fotógrafo capta derretimento de geleiras

23 julho 2013 Atualizado pela última vez 04:59 (Brasília) 07:59 GMT

Projeto que reúne artistas, exploradores e cientistas documenta como o gelo vem sendo transformado pela ação do clima e do tempo.
Nos últimos sete anos, o fotógrafo ambientalista James Balog vem, por meio de seu projeto Extreme Ice Survey (EIS), documentando os sinais visíveis do derretimento de geleiras.
Ao viajar para locais remotos do planeta, a equipe, composta por exploradores, artistas e cientistas, registra como o gelo vem sendo transformado pela ação do Sol, da água do mar e do tempo. Em Disko Bay, o gelo se descolou do manto de gelo da Groenlândia e flutua pelo Oceano Atlântico Norte, elevando o nível do mar.
Este pequeno lago de água descongelada foi resultado de altas temperaturas que atingiram o manto de gelo da Groenlândia. A água escoa para moinhos ou riachos que forçam sua passagem por meio do gelo para finalmente desembocar no oceano.
Água derretida lubrifica a geleira e faz com que o gelo chegue mais rapidamente ao mar.
Em meados dos anos 80, a geleira Columbia, nos Estados Unidos, preencheu este vale até a borda vegetação escura. Desde então, a geleira perdeu 400 metros em espessura.
As fotos de James Balog, selecionadas do arquivo de fotos do EIS, foram publicadas no livro Ice: Portraits of Vanishing Glaciers (Gelo: Retratos de Geleiras que Desaparecem), da Editora Rizzoli, Nova York.