Bandeira britânica causa protestos na Irlanda do Norte

Atualizado em  9 de janeiro, 2013 - 15:36 (Brasília) 17:36 GMT

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Fim do hasteamento diário gerou revolta entre unionistas.

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A bandeira britânica foi hasteada na prefeitura de Belfast, capital da Irlanda do Norte, depois de seis noites de protestos violentos na cidade.

A violência começou depois de uma decisão do governo local de que a bandeira não seria mais hasteada todos os dias.

Os unionistas, que querem manter a Irlanda do Norte como parte do Reino Unido, começaram a onda de protestos há semanas contra esta determinação.

Na última onda de violência, dezenas de policiais ficaram feridos e mais de cem pessoas foram presas.

A bandeira voltou para a frente da prefeitura de Belfast apenas por um dia, para marcar o aniversario de Kate Middleton, a Duquesa de Cambridge.

A Irlanda do Norte é marcada pelo conflito entre as comunidades unionista e protestante, que defende a permanência no Reino Unido, e a católica nacionalista, que acredita que a região deve deixar o Reino Unido e se anexar à Republica da Irlanda.

As relações entre as duas partes começaram a ficar mais tensas a partir do final dos anos 1960, quando começou um ciclo de violência que durou mais de 30 anos, com episódios de tumultos nas ruas e campanhas de atentados a bomba.

Mais de 3 mil pessoas morreram durante os conflitos, a maioria delas civis.

História e mudança

Mudança no hasteamento da bandeira causou polêmica (BBC)

Mudança no hasteamento da bandeira causou polêmica (BBC)

A Irlanda do Norte foi formada em 1921, depois que um acordo entre a Grã-Bretanha e a República da Irlanda - que declarou sua independência de Londres em 1916 - dividiu a ilha.

Pelo acordo, 26 condados passaram a pertencer à Irlanda, enquanto outros seis condados do norte, parte da província do Ulster, ficaram sob o domínio do que passou a se chamar em 1927 de Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte.

Depois de décadas de conflitos, as relações entre a Grã-Bretanha e a Irlanda do Norte apresentam uma melhora.

Em junho de 2012, a rainha Elizabeth 2ª protagonizou, em visita à região, um momento histórico e inimaginável décadas atrás ao apertar a mão de Martin McGuinness, ex-líder do grupo guerrilheiro IRA, hoje vice-primeiro-ministro da Irlanda do Norte e responsável por um atentado que matou um primo da monarca.

O cumprimentou representou uma nova fase da reconciliação entre a Inglaterra e a Irlanda do Norte.

McGuinness era o número dois na linha de comando do IRA (Exército Revolucionário Irlandês) no dia conhecido como "Bloody Sunday" ("Domingo Sangrento"), nos anos 1970, quando tropas do Exército Britânico atiraram contra manifestantes e ativistas da Irlanda do Norte, resultando em 14 mortes.

Anos depois, no fim da década de 1990, ele foi um dos negociadores-chefe do acordo de paz entre as diferentes forças políticas locais assim como entre a Irlanda do Norte e o governo britânico.

Conhecido como "Good Friday Agreement" ("Acordo de Sexta-feira Santa"), o pacto de paz de 1988 foi considerado um dos primeiros marcos políticos da administração do ex-premiê britânico Tony Blair.

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