Tatuagem vira obra de arte em museu na Califórnia

Atualizado em  3 de janeiro, 2013 - 08:54 (Brasília) 10:54 GMT

Corpos tatuados viram obra de arte em museu na Califórnia

  • Mãos tatuadas.  (Foto: Divulgação/CAFAM)
    A mostra "Skin and Ink" (Pele e Tinta), do Craft and Folk Art Museum de Los Angeles, conta como a Califórnia teve um papel importante no renascimento da tatuagem na cultura ocidental moderna. (Foto: Divulgação/CAFAM)
  • Imagem do artista Chuey Quintanar. (Foto: Divulgação/CAFAM)
    Por ser a entrada dos EUA pelo Pacífico, Los Angeles acabou recebendo influência da tatuagem vinda do Japão. Além disso, fazer gravuras no corpo foi proibido na maior parte do país por muito tempo, mas tolerada na Califórnia. (Foto: Divulgação/CAFAM)
  • Mostruário de tatuagens, de Bob Shaw. (Foto: Divulgação/CAFAM)
    Além do tradicional estilo japonês, surgiram o estilo americano (cores limitadas, águias, panteras, corações, etc) e o tribal contemporâneo, com inspiração do design dos indígenas. Os mostruários, como este do tatuador Bob Shaw, de 1966, viraram uma atração por si só. (Foto: Divulgação/CAFAM)
  • Tatuagem de Bert Grimm. (Foto: Divulgação/CAFAM)
    Os primeiros tatuadores se instalaram próximos de bases militares. Os marinheiros tornaram-se logo a principal clientela. Bert Grimm, autor dos desenhos desta foto, é considerado o avô da tatuagem. Seu estúdio, o "OuterLimitsTattoo", existe até hoje e é um dos mais antigos do país. (Foto: Divulgação/CAFAM)
  • Foto: Divulgação/CAFAM
    Nas prisões de Los Angeles surgiu um estilo próprio, o “black and grey” (preto e cinza). “Os presos faziam os desenhos usando a ponta das cordas de guitarra com tinha de caneta misturada com urina ou água”, conta a curadora Sasha Ali. (Foto: Divulgação/CAFAM)
  • Tatuagem de Antonio Mejía. (Foto: Divulgação/CAFAM)
    Nos anos 1970, os tatuadores Jack Rudy e Chalie Cartwright foram além do “black and grey”, criando um estilo mais sofisticado. Eles passaram a usar apenas uma agulha fina, ao invés de várias, fazendo os desenhos ganharem mais precisão e tons de cinza. (Foto: Divulgação/CAFAM)
  • Foto: Divulgação/CAFAM
    Com boa parte da clientela formada por latinos, a tatuagem californiana logo ganhou símbolos da cultura mexicana e dos astecas e maias, além de santos católicos, em um estilo bastante realista. (Foto: Divulgação/CAFAM)
  • Obra de Mr. Cartoon. (Foto: Divulgação/CAFAM)
    Na foto, a obra de Mr. Cartoon, um dos tatuadores mais conhecidos de Los Angeles, com vários artistas de Hollywood em sua clientela. Ele ficou famoso por uma estética mais lúdica, usando palhaços, por exemplo. (Foto: Divulgação/CAFAM)
  • Deusa de Fogo. (Foto: Divulgação/CAFAM)
    Na foto, a tatuagem “Deusa de Fogo”, feita em 2008 por Zulu. Ele é discípulo do já lendário Leo Zulueta, que viajou ao Pacífico para buscar inspiração. Ele passou a fazer desenhos exclusivos para cada cliente, buscando a “marca espiritual” de cada um. (Foto: Divulgação/CAFAM)
  • Guza, de Shay Bredimus. (Foto: Divulgação/CAFAM)
    Muitos tatuadores passaram a desenhar não apenas sobre a pele, mas também em outros suportes. Aqui, Shay Bredimus faz uma pintura sobre papel com a estética própria da tatuagem. Além de um estúdio de tatuagem, e possui uma galeria de arte. (Foto: Divulgação/CAFAM)
  • Obra de Sergio Sánchez. (Foto: Divulgação/CAFAM).
    O tatuador Sergio Sánchez também transita entre a tatuagem e a pintura. Aqui, ele retrata um estúdio na obra “No Pain, No Gain” (Sem Dor, Sem Ganho). (Foto: Divulgação/CAFAM).

Estética japonesa e santos católicos

Porta de entrada dos Estados Unidos pelo Pacífico, a Califórnia não demorou para receber a influência da tradicional tatuagem japonesa. O desenho que cruzou o oceano logo virou mania entre marinheiros e prisioneiros, até ganhar o gosto de celebridades de Hollywood.

A exposição Skin and Ink (Pele e Tinta), do Craft and Folk Art Museum, mostra a evolução desse tipo de arte e os variados estilos.

“Los Angeles foi fundamental para o desenvolvimento da tatuagem entre as décadas de 1950 e 1980, considerado o período de renascimento nos Estados Unidos e, por contágio, em outras partes do mundo ocidental”, explica a curadora da mostra, Sasha Ali.

Os primeiros desenhos, feitos nas prisões com ponta de cordas de guitarras pelos presos, ganhou mais precisão ao longo dos anos. Os temas, inicialmente influenciados pela estética japonesa, ganharam elementos da cultura latina e pop.

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