Embaixador dos EUA é morto em ataque, diz governo líbio

Atualizado em  12 de setembro, 2012 - 06:59 (Brasília) 09:59 GMT

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Governo diz à BBC que John Stevens morreu em incêndio em consulado de Benghazi; militantes atacaram local em resposta à filme americano que supostamente ofende Maomé.

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O embaixador dos Estados Unidos na Líbia, John Christopher Stevens, foi morto em um ataque ao consulado americano na cidade de Benghazi, na noite de terça-feira, segundo informações dadas à BBC por um representante do governo líbio.

Homens armados não-identificados invadiram o prédio da representação americana atirando e jogando bombas, antes de atear fogo na representação diplomática. Stevens teria morrido sufocado no incêndio.

O prédio ficou completamente destruído após o ataque (veja video).

A investida teria sido uma consequência da onda indignação surgida em alguns países islâmicos após a circulação, pela internet, de trechos de um filme que supostamente insulta o profeta Maomé.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, condenou o ataque.

"Os Estados Unidos lamentam qualquer esforço para denegrir crenças religiosas, mas deixe-me ser clara: nunca há qualquer justificativa para atos violentos como este", disse ela em um comunicado.

Em um primeiro momento, o ministro do interior da Líbia, Wanis al-Sharif, tinha dito à agência de notícias AFP que "um funcionário americano foi morto e outro foi ferido na mão" e que "os outros funcionários foram evacuados do prédio em segurança" .

Violência no Egito

Consulado dos EUA em Benghazi

Consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia, foi incendiado. (Foto: Reuters)

A representação diplomática norte-americana na capital do Egito, Cairo, também foi atacada nesta terça-feira.

No início do dia, manifestantes atacaram a embaixada americana no Cairo, também por causa do filme. Eles rasgaram a bandeira americana, que estava a meio mastro por causa do 11 de Setembro, e colocaram cartazes islâmicos no lugar.

Os manifestantes egípcios condenaram o que chamaram de humilhação do profeta sob o pretexto de liberdade de expressão.

O vídeo teria sido produzido por um californiano de 52 anos, chamado Sam Bacile, e promovido por um expatriado egípcio copta, uma etnia da região que prega o cristianismo.

Os dois são descritos como tendo posturas críticas ao Islã.

Um trailer do filme de baixo orçamento foi postado no YouTube, traduzido para o árabe.

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