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Comunidade japonesa dos 'alpes caribenhos' teme desaparecer

Atualizado em  4 de setembro, 2012 - 08:26 (Brasília) 11:26 GMT

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Falta de oportunidades fez muitos jovens deixarem região na República Dominicana que foi colonizada nos anos 50.

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A comunidade de imigrantes japoneses que se radicou na República Dominicana e que foi o motor da agricultura no país caribenho corre o risco de desaparecer. Muitos jovens não conseguem emprego no local e querem deixar a região.

Trinta famílias japonesas chegaram ao país na década de 50, atraídas pelo convite do presidente Rafel Trujillo, mas muitas de dispersaram, atraídas por oportunidades de trabalho em outros países.

Eles se radicaram na mais alta região montanhosa dominicana, em Constanza, cujo clima temperado rendeu comparações com a Suíça e o título de ''alpes do Caribe'', em nada parecido com as praias e o calor tropical pelo qual o país é mais conhecido.

Uma das colonas pioneiras foi Choko Waki, de 81 anos. ''Vi um artigo num jornal que dizia que na República Dominicana estavam procurando imigrantes japoneses. E que dariam terras para cada família. Não tínhamos quase nada, por isso viemos'', relembra.

A oferta do governo de Trujillo tinha o objetivo de desenvolver a agricultura local. Mas depois de uma viagem de barco de um mês, muitos imigrantes japoneses não encontraram o que esperavam.

Imigração

''Era uma época de muitas revoltas no país. Além disso, os dominicanos não viam vantagens no nosso trabalho, porque não estavam acostumados a comer legumes e outros produtos que nós cultivávamos. Por isso, alguns colonos decidiram tomar outros rumos. O governo japonês permitiu que eles voltassem e outros decidiram ir para a Argentina, o Brasil ou o Paraguai'', conta Teruki Waki, da segunda geração da família.

Aqueles que decidiram ficar, como a família Waki, contribuíram para desenvolver a agricultura na região. Hoje em dia, Constanza é a maior área de produção de legumes do país.

Após terem superado as barreiras linguísticas, os imigrantes rapidamente se integraram com os locais e a maior parte de seus descendentes se casou com dominicanos.

Mas agora a falta de oferta de emprego está levando os jovens a sair de Constanza.

"Eu acho que quando a primeira geração morrer, aos poucos a comunidade japonesa vai desaparecer. A segunda geração se casou com mulheres dominicanas e mesmo hoje em dia seguimos casando com dominicanos. Por conta do trabalho e de outras causas, acho que pouco a pouco vamos desaparecer", comenta.

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